sexta-feira, 31 de julho de 2026

Renault Kwid atinge marca de 800 mil unidades produzidas no Brasil

O Renault Kwid alcançou um marco importante em sua trajetória industrial: a marca de 800 mil unidades fabricadas no Complexo Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais, no Paraná. A produção do modelo, que é um pilar da estratégia da fabricante na região, apresenta uma distribuição estratégica entre o consumo interno e o mercado externo.

Distribuição de produção e alcance internacional

Do volume total de 800 mil veículos produzidos, a Renault destina 60% para o mercado brasileiro. O restante da produção, correspondente a 40%, é voltado para a exportação, abastecendo outros 17 países da América Latina, com destaque para nações como Argentina, Chile e Uruguai.

Segundo Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, este volume fabricado reflete o sucesso de um projeto que transformou o segmento de entrada no país. Para o executivo, o modelo conseguiu combinar atributos inspirados em SUVs, segurança de referência, eficiência energética e uma excelente relação custo-benefício.

Especificações técnicas e eficiência

Desde seu lançamento em 2017, o Kwid traz características que buscam competitividade no segmento. O modelo possui 180 mm de altura do solo, ângulos de entrada de 24° e saída de 40°, além de contar com um porta-malas de 290 litros — dimensionado como o maior da sua categoria pela marca.

No quesito segurança, o veículo é equipado de série com quatro airbags (dois frontais e dois laterais). Sob o capô, o motor 1.0 SCe de três cilindros e comando duplo de válvulas entrega 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina, com torques de 10,0 kgfm e 9,4 kgfm, respectivamente. Em termos de consumo (gasolina), a marca declara 15,5 km/l na estrada e 14,6 km/l na cidade, apresentando classificação A no PBEV do Inmetro e emissões de 84 g de CO2/km.

Tecnologia e sustentabilidade na produção

A fabricação das unidades ocorre no Complexo Ayrton Senna, uma planta que utiliza tecnologias avançadas como inteligência artificial, gêmeo digital, impressão 3D e robôs móveis autônomos em seu processo industrial. Além da modernização tecnológica, a unidade destaca-se por práticas ambientais: cerca de 40% da área do complexo é composta por Mata Atlântica preservada, a operação mantém o status de aterro zero desde 2016 e toda a energia elétrica utilizada nas fábricas é proveniente de geração fotovoltaica própria.

O alcance de 800 mil unidades produzidas consolida a importância do modelo para a indústria nacional e reforça o papel da planta paranaense como um polo de exportação tecnológica e sustentável para o continente latino-americano.

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