terça-feira, 28 de julho de 2026

Bugatti quase zero-quilômetro vai a leilão por R$ 48 milhões e ainda tem plástico de fábrica no painel

Um Bugatti Mistral de 2025 com apenas 516 km rodados será leiloado pela RM Sotheby’s entre os dias 13 e 15 de agosto, em Monterey, na Califórnia, com estimativa de arremate entre US$ 7,5 milhões e US$ 9,5 milhões — algo entre R$ 38,3 milhões e R$ 48,5 milhões pela cotação atual.

O interesse pelo exemplar não se explica apenas pela quilometragem irrisória. O Mistral é o último Bugatti de rua equipado com o 8.0 W16 quadriturbo, motor que definiu a identidade da marca francesa por duas décadas e passou por Veyron, Chiron e, enfim, pelo conversível. A produção foi limitada a 99 unidades em todo o mundo, o que transformou o modelo em item de colecionador antes mesmo das primeiras entregas.

Fotos: Divulgação | RM Sotheby's
Fotos: Divulgação | RM Sotheby's
Fotos: Divulgação | RM Sotheby's
Fotos: Divulgação | RM Sotheby's

Sob a carroceria desenhada para privilegiar o fluxo de ar, o W16 entrega 1.600 cv de potência e 163 kgfm de torque. O conjunto leva o conversível de 0 a 96 km/h em menos de dois segundos e a uma velocidade máxima verificada de 454 km/h, marca que o credencia como o carro aberto de produção mais rápido já construído.

O carro que vai a leilão traz uma especificação visual marcante, com pintura externa em Vermelho Italiano e Nocturne e interior revestido em couro Vermelho Italiano e Preto Beluga. De acordo com a casa de leilões, o hipercarro teve um único proprietário e saiu de fábrica com cerca de US$ 325 mil (aproximadamente R$ 1,7 milhão) em opcionais e acabamentos sob medida. Algumas fotos do catálogo mostram que os plásticos de proteção colocados na entrega, no ano passado, continuam em painéis internos.

Entre os detalhes que ajudam a explicar as cifras está o seletor de marchas, usinado a partir de um único bloco de alumínio e com um inserto em âmbar que abriga uma reprodução do Elefante Dançante, escultura de Rembrandt Bugatti, irmão do fundador da montadora. O nome do modelo, por sua vez, é uma referência ao mistral, vento que sopra pelo sul da França. O lote é oferecido com capa original, carregador de bateria, kit de ferramentas e manuais do proprietário.

Fotos: Divulgação | RM Sotheby's
Fotos: Divulgação | RM Sotheby's
Fotos: Divulgação | RM Sotheby's

Quando chegou ao mercado, no ano passado, o Mistral partia de US$ 5,1 milhões, algo em torno de R$ 26 milhões. Se atingir o teto da estimativa, o exemplar terá praticamente dobrado de valor em cerca de um ano — movimento que ilustra o apetite do mercado de colecionáveis por séries limitadas associadas ao encerramento de eras mecânicas.

A Bugatti, no entanto, já virou a página. O W16 saiu de linha e deu lugar ao Tourbillon, apresentado em 2024 com um 8.3 V16 aspirado combinado a três motores elétricos. É a primeira vez desde a estreia do Veyron, em 2005, que um Bugatti de rua não usa turbocompressores.

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