sábado, 17 de outubro de 2026

GWM Haval H6 e outros 4 SUVs usados que custam o mesmo que um Corolla novo

Um GWM Haval H6 usado pode ser comprado por até R$ 179 mil, segundo apuração do AUTOO nos principais sites de classificados. É o preço que a Toyota cobra pelo Corolla Sedan XEi 0 km, que é movido apenas a combustão. Com esse valor, o SUV médio da GWM e outros modelos seminovos podem ser opções mais vantajosas para quem busca espaço interno, posição de dirigir elevada e lista de equipamentos mais completa.

Eletrificados em alta no Brasil

O mercado de carros eletrificados no Brasil vem se fortalecendo. Até setembro de 2026, o país registrou 381.603 veículos eletrificados vendidos, somando elétricos e híbridos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Nesse cenário, o Haval H6 é apontado como um dos líderes, com forte apelo em custo-benefício, tecnologia e espaço interno.

GWM Haval H6: híbrido completo em segurança

O Haval H6 começou a ser vendido no início de 2023, nas versões H6 e H6 GT. Ambas usam a tecnologia E-Traction, desenvolvida pela empresa chinesa. O motor 1.5 16V turbo a gasolina, com injeção direta e 171 cv, trabalha com um motor elétrico de 136 cv e entrega potência combinada de até 243 cv. O consumo é de 13,8 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. Em 2024, chegou a versão híbrida plug-in, com 11,7 km/l no ciclo urbano e 10,4 km/l no rodoviário, pelo Inmetro.

Em segurança e assistência ao condutor, as duas versões têm seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina). Também trazem piloto automático adaptativo (ACC) com função Stop & Go, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa, câmera 360º com função de chassi transparente e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

As outras opções da lista

  • Jeep Compass: a segunda geração, produzida em Goiana (PE), começou a se popularizar em 2016. Chegou com motores 2.0: um turbodiesel de 170 cv, emprestado do Renegade, e um flex de até 166 cv. Na mudança estética de 2021, ganhou o 1.3 turbo flex de 185 cv. Três anos depois veio a opção 2.0 só a gasolina, de 272 cv e câmbio automático de nove marchas. O 1.3 flex com câmbio de seis marchas faz 10,4 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada (Inmetro). Na linha 2026, a versão Longitude ganhou carregador de celular sem fio, além de multimídia de 10,1", cluster digital de 10,2" e pacote ADAS.
  • Volkswagen Taos: chegou importado da Argentina em 2021, posicionado entre o T-Cross e o Tiguan. Nunca foi sucesso de vendas, mas se destacava pela vasta lista de itens de série desde a versão de entrada Comfortline. A Highline soma controlador de velocidade adaptativo (ACC) com Stop & Go, bancos de couro com aquecimento nos dianteiros, regulagem elétrica para o motorista e faróis IQ.Light. Na linha 2025, o câmbio de seis marchas foi trocado por um de oito, para atender ao Proconve L8. O motor 1.4 250 TSI flex de 150 cv foi mantido.
  • Toyota Corolla Cross: aparece nos seminovos nas versões XRV Hybrid e XRX Hybrid. Na linha 2025, o freio de estacionamento acionado com o pé deu lugar ao sistema eletrônico (EPB), com função Auto Hold. É um híbrido pleno com motor 1.8 16V de 101 cv com etanol e 98 cv com gasolina, que, ligado a dois propulsores elétricos de 72 cv, entrega 122 cv combinados. Tem 7 airbags, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, Toyota Safety Sense e teto solar elétrico.
  • CAOA Chery Tiggo 7: chegou em 2019 e ganhou nova geração em 2021. Em 2022, veio a versão híbrida leve (MHEV), que combina o 1.5 turbo flex a um elétrico de 48V, com 160 cv combinados. A Pro Max Driver, de 2023, trouxe ACC, assistente de congestionamento e alerta de colisão frontal. Em 2025, chegou o Tiggo 7 Plug-in Hybrid, com 317 cv de potência combinada e consumo de 12,3 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, com gasolina.

O que isso significa para o comprador brasileiro

A lista mostra que, pelo valor de um sedã compacto zero-quilômetro, é possível levar para casa um SUV seminovo com tecnologia híbrida, mais itens de série e mais espaço. Para quem prioriza equipamentos, economia e posição de dirigir elevada, vale comparar essas opções antes de fechar a compra do sedã novo.

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