O Gurgel Carajás é lembrado por uma solução de engenharia pouco comum para a marca: motor na frente e câmbio na traseira. Ele surgiu num momento em que a Gurgel, depois de se firmar com os jipinhos, ampliava o alcance de sua linha sem abandonar a base mecânica Volkswagen refrigerada a ar.
Uma década que começou bem para a Gurgel
Os anos 1980 começaram de forma positiva para a fabricante nacional. Além do sucesso do X-12, a empresa passou a entrar em outros terrenos além do dos jipinhos, ainda que mantendo a mesma mecânica Volkswagen refrigerada a ar.
Em 1981, a Gurgel inaugurou a fábrica de Rio Claro (SP). No mesmo ano, estreou o G800, que se somou ao X-15 no leque de utilitários da marca. Também foi lançado o XEF, modelo explicitamente urbano, sinal de que a empresa buscava públicos diferentes.
1984: um voo ainda mais alto
Em 1984, segundo a matéria original da Quatro Rodas, a Gurgel "alçou um voo ainda mais alto". Dessa vez, a ousadia foi além da montagem clássica adotada até então: um motor boxer refrigerado a ar instalado na traseira de um chassi próprio.
É nesse contexto que se encaixa a proposta destacada no título da matéria: o Carajás driblou limitações com o motor na dianteira e o câmbio na traseira. A configuração rompia com o esquema tradicional da marca e mostrava a disposição da Gurgel de buscar soluções técnicas próprias.
O que a mudança representava
- A Gurgel seguia usando mecânica Volkswagen refrigerada a ar como ponto de partida.
- A empresa ampliava sua atuação para além dos jipinhos, com utilitários e um modelo urbano.
- A solução com motor dianteiro e câmbio traseiro fugia da montagem clássica de boxer na traseira.
Para o mercado brasileiro, a trajetória mostra uma fabricante nacional que, nos anos 1980, procurou diversificar o portfólio e experimentar arquiteturas diferentes mesmo apoiada em componentes já conhecidos. O Carajás é um capítulo desse esforço de ir além da fórmula que havia consagrado a marca.
