sábado, 10 de outubro de 2026

Brabus lança moto elétrica limitada a 10 unidades, com preço de R$ 250 mil

A Brabus, preparadora alemã conhecida por transformar utilitários esportivos da Mercedes-Benz em máquinas de luxo, agora tem uma moto elétrica no catálogo. A Urban E Fragment Edition terá apenas dez unidades no mundo e custa US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil) nos Estados Unidos.

Parceria entre Brabus, DAB Motors e Fragment Design

O modelo nasceu de uma parceria com a DAB Motors, fabricante francesa de motos elétricas, e com a grife Fragment Design, do designer japonês Hiroshi Fujiwara. A apresentação foi feita na ComplexCon 2026, evento de moda urbana em Los Angeles.

Fujiwara, considerado o padrinho do streetwear japonês, trocou o visual de cromo e fibra de carbono típico da Brabus pela paleta monocromática que marca seus trabalhos. Por baixo da pintura, porém, a moto é igual à Urban E convencional da Brabus.

Motor, bateria e recarga

  • Motor elétrico de 38 cv, com 48,4 kgfm de torque enviado à roda traseira por correia de carbono, que exige menos manutenção que a corrente.
  • Velocidade máxima de 120 km/h.
  • Bateria de íons de lítio de 72 volts, com promessa de até 150 km de autonomia na cidade.
  • Três modos de condução: Eco, Street e Sport. No Eco, a velocidade fica limitada a 60 km/h e o torque é reduzido.
  • Em tomada doméstica, a recarga de 20% a 100% leva cerca de três horas. Partindo do zero, são de 3,5 a quatro horas.

Montagem e componentes

A Urban E é montada à mão na França sobre a base da DAB Motors. Entre os componentes estão garfo invertido de 4,6 cm, freio dianteiro Brembo com pinça de quatro pistões e disco de 32 cm, além de ABS de dois canais.

Preço e o que significa para o Brasil

Na Europa, a edição especial custa 45 mil euros (cerca de R$ 253 mil) antes dos impostos. Nos dois mercados, o valor supera o de duas Fiat Strada Endurance zero-quilômetro no Brasil, que somam R$ 233.980.

Com apenas dez exemplares, a tendência é que a moto troque de mãos por mais do que o preço de tabela antes mesmo de rodar, segundo o site Motor1. Para o mercado brasileiro, o lançamento funciona mais como vitrine do cruzamento entre luxo automotivo, moda e eletrificação do que como produto ao alcance do consumidor local.

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