O BYD King fechou setembro de 2026 com 1.666 emplacamentos e manteve a liderança entre os sedãs médios pelo segundo mês consecutivo. O Toyota Corolla, principal rival da categoria, terminou o mês com 475 unidades. Na prática, o híbrido plug-in chinês vendeu 3,5 vezes mais que o concorrente japonês e abriu uma vantagem de 1.191 carros.
Uma virada que começou em agosto
O resultado de setembro amplia um movimento iniciado no mês anterior. Em agosto, o King já havia superado o Corolla, com 1.433 emplacamentos contra 855 do Toyota. Ou seja, a liderança do sedã da BYD não foi um episódio isolado: ela se repetiu e ganhou força na sequência.
A distância entre os dois modelos cresceu em setembro por duas razões combinadas: o BYD avançou no volume de emplacamentos, enquanto o Toyota perdeu parte das vendas que havia registrado em agosto.
O que é o BYD King
O King é o sedã médio híbrido plug-in da BYD no Brasil. Segundo o material de apresentação da linha da marca, o modelo chega com a proposta de redefinir o segmento. Ele é equipado com a tecnologia DM-i, faz o 0 a 100 km/h na faixa de 7,3 segundos e entrega consumo de combustível extremamente baixo no ciclo urbano. Também traz painel digital completo acoplado à central multimídia giratória, uma assinatura da marca.
A BYD no mercado brasileiro
A BYD Auto, do Grupo BYD, é um dos maiores nomes de veículos elétricos do mundo. No Brasil, a trajetória da marca começou em 2014. Fundada em 2003 em Shenzhen, na China, a empresa começou produzindo baterias e se tornou a maior fabricante mundial de veículos elétricos e híbridos. Hoje, opera no país com uma linha diversificada de automóveis de passeio e veículos comerciais leves.
O bom momento não se limita ao King. Outros levantamentos de setembro apontam o Dolphin Mini com 9.385 emplacamentos, e o Song Pro mantém presença entre os SUVs mais vendidos do mês.
O que muda para o mercado
Dois meses seguidos de liderança sobre o Corolla indicam que o segmento de sedãs médios, historicamente associado ao modelo da Toyota, passou a ter um novo protagonista. Para o consumidor brasileiro, o recado é que a motorização híbrida plug-in já compete de igual para igual, e até à frente, em uma categoria tradicional. Resta saber se o Toyota consegue reagir e recuperar volume nos próximos meses.
