O Geely EX2 ficou mais caro em outubro de 2026. O pequeno hatch elétrico, um dos líderes do segmento, passou a custar R$ 124,6 mil na versão Pro e R$ 137,8 mil na Max. O reajuste foi de R$ 800 na Pro e de R$ 1.000 na Max. O aumento chega pouco antes da nacionalização do modelo, prevista para dezembro.
Reajuste pequeno, impacto grande no caixa
Os valores podem parecer tímidos, mas tendem a pesar no faturamento da Geely. A matéria original fez a conta com uma média de 5 mil carros por mês, metade Pro e metade Max. Nesse cenário, o aumento representa R$ 4,5 milhões extras a cada mês.
Além dos preços, as versões Pro e Max não sofreram mudanças. Nenhuma das duas conta com itens opcionais.
Sucesso de vendas e produção nacional
O EX2 vai bem nas ruas. Segundo a Fenabrave, em agosto ele emplacou mais de 5,8 mil carros, número maior que os de Fiat Mobi, Renault Kwid e Hyundai HB20. No acumulado do ano, já passa de 30 mil exemplares vendidos.
Entre os elétricos, o EX2 só fica atrás do BYD Dolphin Mini, o mais vendido com folga. Do BYD Dolphin, ele já se aproxima. Esse desempenho foi o motivo da decisão de produzi-lo no Brasil.
Em dezembro, o modelo começará a ser feito em São José dos Pinhais (PR), na planta da Renault. A expectativa é de ligeiras mudanças estéticas e no pacote mecânico, em especial na bateria.
O que o EX2 oferece hoje
Até a nacionalização, o hatch mantém a configuração atual. Veja os principais dados:
- Motor elétrico traseiro, com tração traseira, de 116 cv e 15,3 mkgf de torque;
- Aceleração de 0 a 100 km/h em pouco mais de 10 segundos e velocidade máxima de 140 km/h;
- Bateria de 39,4 kWh nas duas versões, com autonomia de até 289 km pelas medições do Inmetro;
- Recarga em fontes de até 70 kW, com recuperação de 50% da carga (de 30 a 80%) em aproximadamente 21 minutos, segundo a fabricante;
- 4,1 m de comprimento, 2,65 m de entre-eixos e 375 litros de porta-malas;
- Suspensões independentes nas quatro rodas, eixo traseiro multibraço e quatro freios a disco.
Equipamentos de cada versão
A Pro, versão de entrada, traz de série painel digital de 8,8", multimídia de 14,6" e conjunto óptico full-LED. Os bancos são em couro sintético e há 6 airbags. A lista inclui ainda:
- Freio de mão eletromecânico e função Auto Hold;
- Seletor de marchas tipo joystick;
- Ar-condicionado digital com saídas traseiras;
- Câmera de ré e sensores de estacionamento traseiros;
- Piloto automático, chave presencial e partida por botão;
- Controle eletrônico de descidas (HDC);
- Sensor crepuscular e aquecimento dos retrovisores externos.
A Max soma a esses itens os seguintes equipamentos:
- Rodas de liga-leve aro 16;
- Pacote ADAS, com ACC, frenagem autônoma de emergência, farol alto automático e assistente de permanência na faixa;
- Câmera 540° e carregador de celular sem fio;
- Banco do motorista com ajustes elétricos;
- Carroceria em dois tons e iluminação ambiente em LED personalizável;
- Acionamento remoto do ar-condicionado e conexão com o app Geely;
- Sistema de som com 6 alto-falantes, contra 4 na Pro.
Para o mercado brasileiro, o reajuste mostra a confiança da Geely na demanda pelo EX2. O modelo vende bem mesmo com preço mais alto e está perto de ganhar produção local. A nacionalização em dezembro deve ser o próximo capítulo dessa história.
