sexta-feira, 5 de junho de 2026

Mini One retorna como carro de entrada com motor 1.6 e menos ousado

O Mini One está de volta. A marca britânica resgata sua versão de entrada tradicional para posicioná-la como o modelo mais barato de todo o seu catálogo. A novidade começa a ser produzida em julho e marca uma tentativa de simplificar o acesso à família Cooper a gasolina.

O reposicionamento tenta atrair consumidores que consideram o Cooper caro demais na Europa. Enquanto o modelo intermediário custa o equivalente a R$ 172.500 no Reino Unido, o Mini One estreia pelo equivalente a R$ 167.455. A redução é discreta, mas posiciona o hatch em um patamar mais acessível.

Mini Cooper branco com teto preto e rodas escuras, visto de traseira lateral, em movimento rápido sobre asfalto, com fundo de prédio borrado
<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Mini

Para baratear o custo final, o carro abre mão de pacotes estéticos elaborados e foca apenas na configuração Classic. A lista de equipamentos integra rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis e lanternas de led, central multimídia com tela de 18 polegadas e volante aquecido. Não há um leque amplo de customizações de fábrica, garantindo uma linha de montagem mais simples e custos mais controlados.

Mecânica contida e desempenho racional

Sob o capô, o conjunto entrega o motor 1.6, mas com calibração voltada para o uso essencialmente urbano. A potência atinge 123 cv, número substancialmente inferior aos 154 cv entregues pelo Cooper. A redução no desempenho resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9,3 s, marcando um tempo 1,6 s mais lento que o do irmão mais caro. A velocidade máxima fica em 204 km/h, o que reforça o foco da configuração na eficiência para o trânsito diário.

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Interior de um carro Mini Cooper, com volante à esquerda e um painel digital redondo exibindo informações do veículo. Ao fundo, um carro branco estacionado em frente a um prédio com grandes janelas de vidro
<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Mini

No Reino Unido, a fabricante aproveita as novidades para atualizar o nível tecnológico de toda a família. Os catálogos com pacotes de equipamentos intermediários e superiores ganham conectividade plena com o sistema de infotenimento pelos primeiros quatro anos de uso. A central passa a projetar edifícios em formato 3D no mapa e libera acesso a jogos virtuais via AirConsole quando o veículo está estacionado, ampliando as possibilidades a bordo.

O contraste dentro da própria gama ocorre com o anúncio de novas versões de topo. As carrocerias de três portas, cinco portas e o conversível agora trazem a edição Paul Smith Edition, antes restrita à opção elétrica. O pacote acrescenta teto em tom verde contrastante (ou com a bandeira britânica), interior com acabamento em tricô e a assinatura do estilista. O preço dessa sofisticação parte de R$ 211.799 (£ 31.285) e vai a R$ 218.907 (£ 32.335) na versão S.

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Mini Cooper branco com teto verde-oliva e rodas pretas em movimento, visto de lado, com um motorista visível. O fundo desfocado sugere velocidade, com edifícios de fachada clara e uma placa amarela. Há faixas brancas no asfalto em primeiro plano
<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Mini

A cabine de outros modelos, como o SUV Countryman, também passa por revisões de acabamento, adotando novos revestimentos sintéticos e opções de grade frontal pintada de preto brilhante. Ainda não há confirmação sobre essas novidades para o mercado brasileiro.

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