A Volkswagen abriu a pré-venda do ID.Cross com bateria menor, de 37 kWh. O SUV elétrico, que é basicamente o equivalente elétrico do T-Cross, passa a ter uma opção de entrada para tentar ganhar apelo diante dos fortes rivais chineses na Europa. No Brasil, o foco é outro: a nova geração do T-Cross deve ter versões híbridas.
Duas baterias para o ID.Cross
O ID.Cross trabalha com duas opções de bateria: uma LFP de 37 kWh e uma NMC de 52 kWh. Inicialmente, apenas a maior, de 52 kWh, estava disponível para encomenda. Agora, o modelo com custos de aquisição e de operação mais baixos também pode ser pedido.
Segundo a Volkswagen, a versão menor "destina-se principalmente a clientes que conduzem sobretudo em trânsito urbano e em trajetos diários típicos, e que, ao mesmo tempo, valorizam um preço de entrada atrativo". Na Alemanha, o preço do modelo Trend começa em menos de 28 mil euros.
Autonomia, recarga e equipamentos
A bateria de menor capacidade está disponível com sistemas de propulsão de 116 cv até 135 cv. Ela pode ser combinada com as linhas de equipamento Trend, Life e Style. A autonomia anunciada pelo ciclo WLTP chega a até 324 km.
- Carregamento rápido DC de série, que recarrega de 10% a 80% em cerca de 23 minutos.
- Velocidade máxima de 160 km/h, o que permite circular em rodovias.
- Versão Trend com sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e integração com smartphones via "App Connect".
- Versões Life e Style com recursos de conforto e tecnologia de classes superiores, como o "Connected Travel Assist" ou um sistema de som Harman Kardon, entre outros.
O ID.Cross faz parte de uma ofensiva elétrica da marca, que também já revelou os novos ou renovados ID.3 Neo, ID. Polo, ID. Polo GTI e o recém-apresentado ID. Tiguan.
O que muda para o T-Cross no Brasil
Em março de 2025, a Volkswagen anunciou investimentos de R$ 16 bilhões no Brasil, a serem usados até 2028. De acordo com o site Autos Segredos, parte desse aporte servirá para fabricar a plataforma MQB Hybrid, exclusiva da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Lá passará a ser produzido o novo T-Cross, em 2027.
As projeções indicam um SUV com linhas inspiradas na identidade visual mais recente da marca. Na dianteira, os faróis de LED mais estreitos seriam conectados por uma faixa luminosa, com grade mais fina e para-choque com novas entradas de ar. Na traseira, a expectativa é de lanternas mais estreitas, interligadas por uma barra horizontal iluminada. O modelo deve crescer ligeiramente para oferecer mais espaço interno. Também são esperadas rodas novas, caixas de roda mais pronunciadas e mudanças nos detalhes de acabamento.
Na cabine, a renovação poderá incluir materiais de melhor qualidade, painel redesenhado, central multimídia maior e quadro de instrumentos digital atualizado. Esses detalhes ainda dependem da apresentação oficial do modelo.
A principal novidade mecânica deve ser o motor 1.5 TSI Evo2 flex, produzido em São Carlos (SP), associado a um sistema híbrido leve de 48 volts. O propulsor usa ciclo Miller, tecnologia que altera o funcionamento das válvulas de admissão para melhorar a eficiência energética. O conjunto deve substituir gradualmente o atual 1.4 TSI flex e poderá entregar cerca de 150 cv, embora os números definitivos ainda não tenham sido confirmados. A assistência elétrica ajudará nas acelerações e poderá reduzir o consumo, mas o veículo não rodará exclusivamente com eletricidade. A nova geração também deve adotar uma evolução da plataforma atual, preparada para sistemas eletrônicos e assistentes de condução mais modernos.
Significado para o mercado brasileiro
O ID.Cross de entrada mostra como a Volkswagen tenta usar preço e uso urbano como argumentos contra os concorrentes chineses na Europa. No Brasil, o caminho passa pela hibridização do T-Cross, produzido localmente e com motor flex. Ainda faltam a apresentação oficial e a confirmação de números e detalhes, mas o plano indica que um dos SUVs compactos mais relevantes da marca terá uma nova geração com eletrificação leve.
