O Chery QQ, uma das primeiras apostas da marca chinesa no Brasil, pode voltar, desta vez com outra proposta. O novo QQ3 é um hatch elétrico desenvolvido para concorrer com o Geely EX2 e em nada lembra o carrinho que marcou o mercado brasileiro no início dos anos 2010. Por ora, não há nenhuma confirmação de sua estreia por aqui.
O QQ original e a reinvenção da Chery no Brasil
O primeiro QQ chegou ao país no início dos anos 2010, com dimensões diminutas, preço tentador e qualidade abaixo da crítica. Apesar dos pontos negativos, o modelo grudou o nome da marca no imaginário popular.
Depois, a Chery se reinventou ao se unir ao Grupo Caoa e lançar a bem-sucedida família Tiggo. A boa fama conquistada abriu caminho para a chegada de Jetour, Omoda, Jaecoo e, em breve, da iCAUR.
Como o QQ3 apareceu na linha de montagem
Na China, QQ é uma marca focada em modelos eletrificados compactos. O QQ3 foi visto exposto junto do trio iCAUR V23, V25 e V27, na linha de montagem de Wuhu. Segundo a Chery, ele estava ali porque é montado na mesma planta que os SUVs da iCAUR, que faz parte do conjunto de 20 fábricas do grupo.
Ainda assim, a presença do hatch no local parece ter sido proposital, para testar a reação da imprensa e dos concessionários que visitaram a linha.
Dimensões, motor e equipamentos
O QQ3 é um hatch de 4,19 m de comprimento e 2,70 m de distância entre-eixos, a mesma do V23. O estilo é diretamente inspirado no EX2, inclusive com entalhes na coluna C muito parecidos com os do campeão de vendas no mercado chinês.
- Motor de 122 cv;
- Bateria de 41,2 kWh;
- Autonomia de 420 km no ciclo chinês, segundo a Chery;
- Recarga de 30% a 80% em menos de 17 minutos em estação de corrente contínua.
Por dentro, o hatch chama a atenção pela qualidade do acabamento e pelo espaço interno. A lista de equipamentos inclui quadro de instrumentos digital, central multimídia com tela enorme e assistentes de condução.
O que significaria para o mercado brasileiro
Caso a Chery decida vender o modelo por aqui, ele seria uma excelente opção para competir na base do segmento, disputada por BYD Dolphin e Dolphin Mini, além de Geely EX2 e GAC Aion UT. Só o nome do modelo exigiria atenção: o novo hatch em nada remete ao QQ original, exceto pela denominação, e valeria a pena buscar uma nova alcunha. Afinal, o velho QQ ficou marcado na memória do brasileiro, mas não da forma mais afetiva.
