A Scania apresentará na Fenatran 2026 uma nova configuração do caminhão coletor de resíduos P 280 XT, movido a gás e/ou biometano. O modelo recebeu mudanças de fábrica, com a adoção de um eixo auxiliar 6×2/2 desenvolvido pela própria fabricante e freios a disco em todas as rodas. A proposta é atender às exigências da coleta urbana, com foco na capacidade operacional, na segurança e na redução dos custos de operação.
Eixo auxiliar 6×2/2 e freios a disco de série
Uma das principais mudanças é o eixo auxiliar 6×2/2, desenvolvido pela Scania e instalado diretamente na linha de produção. A configuração busca melhorar a distribuição de carga e ampliar a capacidade operacional do caminhão.
O sistema de frenagem também evoluiu. O modelo passa a contar, de série, com freios a disco em todas as rodas, solução que contribui para a segurança e para o desempenho em operações com acionamentos frequentes dos freios. O conjunto é complementado pelo freio auxiliar Scania Retarder, que ajuda a reduzir o desgaste dos componentes de frenagem, especialmente em aplicações de uso intenso.
Segundo a fabricante, o veículo é produzido integralmente pela Scania, sem necessidade de adaptações posteriores para receber a aplicação de coleta de resíduos. Isso reduz o intervalo entre a fabricação e o início da operação, mantendo os padrões de qualidade e segurança da empresa.
Cabine para quatro ocupantes e pacote XT
Outra novidade é a opção de cabine para quatro ocupantes, equipada com novos assentos para o motorista e a equipe de coleta. Eles foram projetados para oferecer melhores condições ergonômicas aos profissionais, considerando a rotina da operação: jornadas diárias pelas vias urbanas, deslocamentos até áreas de transbordo e viagens a aterros sanitários.
O caminhão também mantém os recursos do pacote XT, que reúne componentes de proteção e reforços voltados ao uso severo, necessários às condições de trabalho desse tipo de veículo.
Gás e biometano na coleta urbana
A Scania iniciou sua trajetória com caminhões a gás no Brasil em 2019, em parceria com a TB Green. Desde então, comercializou 3 mil caminhões a gás no país, considerando as diferentes aplicações da tecnologia. A coleta de resíduos urbanos está entre os segmentos que utilizam esses veículos.
Na cidade de São Paulo, cerca de 230 caminhões Scania movidos a gás atuam na limpeza urbana. Fortaleza e Campo Grande também adotaram a solução em suas frotas.
O biometano permite estabelecer um ciclo de aproveitamento energético dos resíduos. Em São Paulo, parte do combustível usado pelos caminhões é produzida a partir do aproveitamento energético do próprio lixo urbano, que volta às ruas como fonte de energia para os veículos de coleta. A proposta depende da integração entre fabricantes, operadores de transporte, empresas de saneamento, distribuidoras de energia e poder público, para viabilizar produção, distribuição e abastecimento.
O P 280 XT faz parte da estratégia da fabricante de ampliar as alternativas ao diesel no transporte. O gás natural e o biometano podem contribuir para reduzir as emissões, conforme o combustível utilizado e as condições de operação. No caso do biometano de resíduos urbanos, a tecnologia também pode integrar projetos de economia circular, nos quais parte do material coletado vira combustível para a própria frota de limpeza urbana.
O que muda para o mercado brasileiro
Com a nova configuração do P 280 XT, que será apresentada na Fenatran 2026, a Scania amplia a oferta de caminhões a gás para coleta de resíduos no Brasil. Para municípios e operadores de limpeza urbana, o pacote reúne eixo auxiliar de fábrica, freios a disco em todas as rodas, cabine para quatro ocupantes e combustível alternativo ao diesel em um único veículo.
