A Porsche apresentou o Mission S, um supercarro que a marca posiciona acima do 911 e que funciona como sucessor do 918 Spyder. No Brasil, a Toyota prepara a picape Corolla Deck, a Hyundai decidiu manter o HB20 em linha por mais tempo, e a MG confirmou as duas versões do SUV elétrico IM6. Veja os destaques.
Porsche Mission S: o novo superesportivo
Ao contrário de outros conceitos da marca que nunca chegaram às ruas, o Mission S é apresentado como o novo superesportivo da Porsche. A identidade da marca aparece nos faróis circulares e na silhueta, ainda que o motor central-traseiro deixe a cabine posicionada ligeiramente mais à frente. O caimento do teto lembra o do 911, porém mais alongado.
O destaque são os para-lamas, que a Porsche descreve como "volumes flutuantes". Na dianteira eles parecem flutuar sobre os elementos aerodinâmicos. Na traseira formam uma moldura que engloba a asa. Entre as influências declaradas estão o 959, o 911 GT1 e o 550 Spyder.
Por dentro, o painel é horizontal e o quadro de instrumentos fica concentrado à frente do motorista, com mostradores circulares. O ponteiro do conta-giros é físico, mas o mostrador é uma tela que muda conforme o modo de condução. A prioridade é a experiência de condução, e por isso não há central multimídia. Em seu lugar há um suporte MagSafe para o celular. O console traz botões físicos, e a alavanca de câmbio tem altura ajustável.
A Porsche não falou sobre o conjunto mecânico. Há boatos de um motor boxer de oito cilindros, com ou sem sistema híbrido. O câmbio não parece ser manual, já que não há pedal de embreagem à vista. Também não há previsão de lançamento. A marca diz apenas que o modelo vai inspirar outros carros nos próximos anos, segundo o diretor de design Tobias Sühlmann.
Picapes e compactos no mercado brasileiro
A Toyota deve entrar no segmento das picapes monobloco com a Corolla Deck, nome apurado pela Autoesporte. A picape terá como base o Corolla Cross e será vendida apenas com cabine dupla. Ela deve enfrentar a Fiat Toro, a Renault Niagara, a Ram Rampage, a BYD Mako e a Volkswagen Tukan.
A versão híbrida deve usar como base o motor 2.0 aspirado de ciclo Atkinson do Prius. Esse motor rende 152 cv e 19,4 kgfm sozinho e chega a 223 cv com o motor elétrico, valor que pode variar no Brasil por causa da recalibração para etanol e gasolina. As versões mais acessíveis devem usar apenas o 2.0, calibrado para 175 cv e 20,8 kgfm. Não há previsão oficial de lançamento. A estimativa é de produção em Sorocaba (SP) a partir de meados de 2027, com estreia no segundo semestre.
Na Hyundai, o i20 não teve o desempenho esperado. De junho a setembro, emplacou cerca de 7,7 mil unidades, enquanto o HB20 vendeu mais de 53 mil no mesmo período. Por isso, o HB20 seguirá como modelo de entrada da marca por prazo indeterminado. Está planejada uma versão 1.0 aspirada de 80 cv e 9,6 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas, que será revelada nos próximos meses. Já o sedã HB20S deve ter a produção encerrada no fim deste ano, sem sucessor, reflexo da perda de espaço dos sedãs compactos para os crossovers.
Tesla Roadster e MG IM6
O Tesla Roadster de segunda geração, prometido em 2017, fez sua primeira aparição pública. Elon Musk o apresentou em uma exibição com manobras aéreas. A Tesla afirma que o carro fez o 0 a 60 mph em 0,81 segundo. Ficaram de fora dados como potência, configuração de motores, bateria e autonomia. O modelo ainda é tratado como conceito, com produção adiada para 2028. A linha prevista tem as versões Performance, Thrust e Rocket.
A MG prepara a estreia da divisão de luxo IM no Brasil com o SUV elétrico IM6, confirmado em duas versões ainda sem nome oficial. A de entrada tem tração traseira, bateria de 75 kWh e 295 cv. A de topo tem dois motores, tração integral, bateria de 100 kWh e 752 cv, e faz de zero a 100 km/h em 3,5 segundos. O SUV já pode ser reservado sem sinal pelo site da MG. Preços, data de chegada e a lista de equipamentos serão divulgados nos próximos dias.
Para o mercado brasileiro, o recado é de disputa acirrada nas picapes monobloco e nos elétricos, enquanto os sedãs compactos perdem espaço. Os preços e as datas de lançamento ainda não estão definidos, então a maior parte desses modelos segue como promessa até novas confirmações das marcas.
