A Fiat confirmou o preço oficial do Grizzly na Europa: 20.000 euros. O valor vale tanto para a carroceria SUV tradicional quanto para a variante Fastback, na configuração de entrada, com motor 1.2 turbo de 100 cv e câmbio manual. A comercialização europeia começa em janeiro de 2027. No Brasil, a expectativa é que o Fastback seja substituído pelo novo Grizzly Fastback, mas a Stellantis ainda não confirmou datas.
Grizzly Fastback: maior e mais prático
Apesar do estilo cupê, o Grizzly Fastback mantém a praticidade. O porta-malas tem 608 litros, número notável para a categoria. O carro mede 4,49 metros de comprimento, cerca de 10 cm a mais que a versão SUV, que tem 4,39 m. O espaço interno, porém, é muito parecido entre as duas carrocerias.
A traseira é vertical, com rodas bicolores de 18" e grupos ópticos em LED. Eles mantêm o padrão pixelado já visto no Grande Panda. A plataforma também é a do Grande Panda, a Smart Car, com entre-eixos alongado nas versões maiores. A produção está prevista para o Marrocos até o fim do ano.
Interior: boa proposta, com concessões
Dentro, a Fiat buscou elevar a percepção de qualidade. A parte alta do painel é de plástico rígido, mas a zona abaixo do console central e o apoio da porta têm acabamento acolchoado, agradável ao toque. O volante concentra os comandos de ADAS à esquerda e os de áudio à direita. Há ainda um atalho rápido para desativar o assistente de permanência em faixa e o alerta de excesso de velocidade, dois sistemas que podem ser incômodos no dia a dia.
A Lingotto Floating Console é suspensa, libera espaço sob o túnel e guarda as tomadas de corrente. O painel de instrumentos e a central multimídia são digitais, de 10,25", com respostas rápidas e boa legibilidade. A versão Fastback usa tecido sintético nos bancos, com detalhes luminosos que a diferenciam da Grizzly padrão. Os apoios de cabeça, dianteiros e traseiros, sobreviveram ao corte de custos que outras montadoras vêm fazendo, um detalhe raro e bem-vindo.
Há também pontos de atenção:
- a placa preta brilhante em volta da alavanca do câmbio retém impressões digitais com facilidade;
- a moldura da tela central gera reflexos evidentes, o que pode se agravar sob luz solar direta e deve ser verificado em testes na estrada;
- o túnel central é um pouco saliente para quem viaja no banco traseiro central;
- a entrada de ar lateral é mais limitada do que o esperado;
- o pilar traseiro grosso pode comprometer a visão posterior, o que só será confirmado em provas dinâmicas;
- a iluminação interna é inferior ao esperado, por causa dos vidros laterais menores;
- não há braço central rebatível.
A disponibilidade de teto panorâmico como opcional ainda não está confirmada.
Motores e gama europeia
Até janeiro de 2027, a Fiat deve detalhar a gama completa, com versões híbridas e elétrica. A linha europeia incluirá uma versão híbrida leve com o mesmo 1.2 de três cilindros, mas com 145 cv e câmbio automático DCT de sete marchas. A proposta é agradar a quem quer dirigir relaxado no trânsito, com consumo contido e sem precisar recarregar na tomada. No topo fica a versão elétrica, com motor de 113 cv e bateria de 53 kWh.
O modelo foi revelado em 11 de julho de 2026, em um vídeo para o 127º aniversário da marca.
O que significa para o Brasil
O preço de 20.000 euros vale para o mercado europeu e não serve de referência para o valor no Brasil. Aqui, a expectativa é que o Grizzly Fastback assuma o lugar do Fastback atual, ainda sem datas confirmadas pela Stellantis. A Fiat celebrou 50 anos de Brasil em 2026 e prometeu um grande lançamento inédito para o país até 2030. O primeiro deve ser o Argo X. Para o consumidor brasileiro, o Grizzly indica a direção da marca. Detalhes de versões, equipamentos e preços nacionais dependem de anúncios futuros.
