segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Onde encontrar a pressão correta para calibrar os pneus do carro

Manter os pneus com a pressão recomendada pelo fabricante ajuda a preservar a segurança, reduzir o consumo de combustível e evitar o desgaste irregular. A calibragem é um dos cuidados básicos de manutenção, mas nem sempre recebe a atenção necessária dos motoristas. A verificação deve ser feita periodicamente e antes de viagens longas, sempre com base nas informações da fabricante do veículo.

Onde encontrar a pressão recomendada

A pressão correta varia conforme o modelo do veículo, a medida dos pneus e a condição de utilização. Por isso, o motorista deve consultar as informações fornecidas pela fabricante do automóvel, em vez de adotar um valor genérico. Essas indicações podem ser encontradas em diferentes pontos do carro.

As informações podem trazer valores diferentes para os pneus dianteiros e traseiros, além de indicar a pressão adequada para situações com mais passageiros ou bagagem. A pressão costuma ser indicada em PSI ou bar, e o motorista deve observar também a unidade utilizada pelo calibrador do posto para evitar erros de leitura.

Um alerta importante: a pressão máxima gravada na lateral do pneu não deve ser confundida com a pressão recomendada para o automóvel. A primeira não substitui a tabela de calibragem definida pela fabricante do veículo.

Por que a calibragem correta é importante

A pressão dos pneus interfere diretamente no contato da borracha com o asfalto e no comportamento do automóvel. Quando está abaixo ou acima do recomendado, o conjunto pode trabalhar fora das condições previstas pelo fabricante.

  • Pressão insuficiente: aumenta a resistência ao rolamento e pode elevar o consumo de combustível. Também favorece o aquecimento excessivo, acelera o desgaste e pode comprometer a estabilidade e a capacidade de frenagem. Em situações mais severas, o excesso de aquecimento pode danificar a estrutura do pneu e aumentar o risco de falha durante a condução.
  • Pressão excessiva: pode prejudicar o conforto, alterar a distribuição do contato da banda de rodagem com o solo e favorecer o desgaste irregular.

Calibrar com mais pressão, portanto, não significa necessariamente economizar combustível ou aumentar a segurança. O correto é seguir os valores especificados pela fabricante para cada condição de uso.

Quando e como conferir

Uma referência prática para automóveis de passeio é verificar a pressão a cada 15 dias. A conferência também deve fazer parte da preparação para viagens longas, mesmo sem sinais visíveis de problemas, e ser antecipada diante de suspeita de perda de pressão, pancadas fortes contra buracos ou alterações perceptíveis no comportamento do veículo. Não é recomendável esperar que o pneu pareça murcho, pois a perda gradual nem sempre é visível.

O ideal é conferir a pressão antes de rodar ou após um período de repouso suficiente para que os pneus esfriem. Como referência, a Michelin considera pneus frios aqueles que não foram utilizados nas duas horas anteriores ou que percorreram menos de 3 quilômetros em baixa velocidade. A temperatura aumenta durante a rodagem e eleva a pressão interna, então uma leitura com o pneu quente pode diferir da referência do fabricante. Não se deve retirar ar de um pneu quente apenas porque a leitura está acima do valor recomendado a frio.

Se houver perda frequente de ar, é preciso procurar uma oficina ou profissional especializado para verificar possíveis furos, problemas na válvula ou falhas de vedação entre o pneu e a roda. O estepe também deve ser inspecionado periodicamente e mantido na pressão indicada para ele; no caso de estepe temporário, a pressão pode ser diferente da dos pneus convencionais.

O papel do TPMS e a inspeção visual

Alguns automóveis contam com o TPMS, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, que pode alertar o motorista quando identifica pressão abaixo do limite estabelecido pelo sistema. Ele é um recurso complementar de segurança e não elimina a necessidade de verificações periódicas, da consulta à pressão recomendada nem da inspeção visual dos pneus.

Além da calibragem, vale observar o estado da banda de rodagem, a presença de cortes ou bolhas e sinais de desgaste irregular. Havendo qualquer anormalidade, o ideal é procurar assistência especializada antes de continuar usando o veículo.

Para o motorista brasileiro, a mensagem é prática: uma rotina quinzenal de conferência, antecipada antes de viagens e guiada pelas orientações específicas do fabricante, é um cuidado simples que ajuda a preservar os pneus e contribui para a segurança e a eficiência do carro.

Você também pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *