A Omoda vai aproveitar o Salão de Paris, que começa na segunda-feira (12/10), para apresentar aos europeus o Omoda 4, um dos carros mais importantes de seus planos também para o Brasil. O SUV compacto estreia no Velho Continente com motorização híbrida, e a marca confirma que esse propulsor é aguardado por aqui, onde o modelo chega em 2027.
Uma das principais apostas do Grupo Chery
No Brasil, o Omoda 4 deve enfrentar rivais como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Jeep Avenger. Ele será uma das principais apostas do Grupo Chery para transformar Omoda & Jaecoo em marcas de volume no País. O modelo faz parte de uma ofensiva de sete lançamentos no próximo ano, que deve ajudar a dupla a atingir a meta de vender 150 mil carros no Brasil em 2027.
A motorização híbrida mostrada na Europa é uma das alternativas estudadas para diferenciar o SUV dos concorrentes tradicionais.
Porte de SUV médio, posição de entrada
Apesar de disputar mercado com os compactos, o Omoda 4 terá dimensões mais próximas às de SUVs médios, em receita parecida com a do GAC GS3 e a do CAOA Changan UNI-T. Segundo a mídia europeia, o modelo usa a mesma base T1X dos CAOA Chery Tiggo 5X e 7 e terá 4,42 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,57 m de altura e 2,63 m de entre-eixos. O porta-malas deve ter aproximadamente 400 litros.
Isso não significa que a Omoda pretenda posicioná-lo acima de seus outros SUVs. Na gama brasileira, ele ficará abaixo do Jaecoo 5 e do Omoda 5, com a missão de atrair compradores de segmentos mais acessíveis e usar as dimensões generosas como argumento diante da concorrência.
O desenho segue a identidade mais futurista da marca, com linhas angulosas, faróis estreitos e traseira de aparência esportiva, já revelada nos conceitos apresentados anteriormente. Por dentro, repete o layout do novo Jaecoo 5, com tela na vertical. A marca tenta aproximar o ambiente do universo dos videogames, com iluminação ambiente e comandos digitais para atrair o público jovem.
Híbrido na Europa, turbo flex possível no Brasil
Na Europa, o Omoda 4 será equipado com a quinta geração do sistema Super Hybrid. Ele combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 143 cv com um propulsor elétrico de 204 cv. A potência combinada chega a 224 cv, com torque máximo de 30,1 kgfm. A bateria de 1,83 kWh trabalha em conjunto com uma transmissão híbrida dedicada (DHT) de uma marcha. Por ser um híbrido pleno, não precisa ser ligado à tomada para recarregar.
- Configuração eletrificada também é esperada no Brasil;
- Pode dividir espaço com uma versão exclusivamente a combustão, possivelmente com o motor 1.0 turbo flex que a marca estuda para o país;
- O Grupo Chery prepara para 2027 uma nova geração de híbridos flex, adaptados para funcionar com etanol, e o Omoda 4 é candidato natural a recebê-la.
A operação brasileira ainda não confirmou motorizações nem preços definitivos, com a expectativa de posicioná-lo abaixo dos R$ 150 mil. Em um segundo momento, ele deverá ganhar passaporte brasileiro, algo que a Omoda & Jaecoo já disse desejar para 2027. A empresa ainda não confirmou onde pretende fabricar seus carros, embora a unidade da Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ) esteja entre as possibilidades, com Omoda 5 e Jaecoo 5 apontados como os primeiros candidatos.
O que muda para o mercado brasileiro
Com porte de SUV médio, posicionamento de entrada e a possibilidade de duas motorizações, uma híbrida bem mais potente que a dos SUVs de entrada e outra a combustão mais acessível, o Omoda 4 pode disputar volume e, ao mesmo tempo, se diferenciar. Para a Omoda & Jaecoo, o modelo é peça central na estratégia de crescer no País em 2027.
