quinta-feira, 6 de agosto de 2026

CEO da Volvo reforça risco de incêndio do EX30 e pede obediência às regras de recarga do carro

O presidente da Volvo para as Américas, Luis Rezende, voltou a pedir que os donos do EX30 convocados para o recall da bateria procurem as concessionárias e respeitem o limite de 70% de carga até que o reparo seja concluído. A declaração foi dada no podcast CBN Autoesporte, produzido pela rádio CBN em parceria com a revista Autoesporte.

“Fazer a recarga acima disso não é seguro e realmente pode ocasionar acidentes”, afirmou o executivo, ao dizer que o teto de 70% não é uma sugestão. Rezende pediu que todos os proprietários envolvidos na campanha agendem a checagem e, se necessário, a substituição dos módulos da bateria de alta tensão.

Por que a Volvo convocou o recall do EX30

Volvo EX30 2027
Foto: Volvo | Divulgação

A campanha começou em janeiro e atinge unidades produzidas entre 6 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025. Segundo a fabricante, foi identificada uma falha de produção nas células da bateria de alta tensão, capaz de provocar curto-circuito no interior dos módulos. Em caso de superaquecimento, há risco de incêndio.

No mundo, mais de 40 mil unidades foram chamadas — 40.323, segundo a Reuters —, das quais cerca de 5,6 mil no Brasil. As células são fornecidas pela Shandong Geely Sunwoda Power Battery, joint venture ligada à Geely, controladora da Volvo. Até que o reparo seja feito, o próprio carro aplica o limite de carga, ajustável pela central multimídia. No Reino Unido, a marca também orientou os motoristas a não recarregar o veículo em locais fechados e sem supervisão.

Incêndio no Rio deu urgência ao apelo

O pedido do executivo vem semanas depois de um EX30 ser destruído pelo fogo em 10 de julho, na Rua da Bambina, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em frente a uma concessionária da marca. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h50 e controlou as chamas às 13h40. Não houve feridos.

Dias depois, a Volvo confirmou que a unidade estava na lista do recall e informou que o princípio de incêndio começou cerca de uma hora após o término de uma recarga completa. A empresa disse que faria perícia no local para apurar as causas.

No Brasil, o atendimento da campanha só começou em 1º de julho, com meses de atraso em relação ao cronograma inicial: a correção exige a troca física dos módulos e depende da chegada das peças. A fabricante não divulga quantos veículos já passaram pelo reparo nem quando pretende encerrar o recall. Os donos podem consultar o SAC da Volvo para saber se o chassi está na lista e agendar o serviço.

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