sábado, 24 de outubro de 2026

Fábrica da Land Rover em Itatiaia segue parada após fim do Discovery Sport e do Evoque, e futuro ainda não foi definido

A fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro, continua parada desde o fim da produção do Land Rover Discovery Sport e do Range Rover Evoque, encerrada no meio do ano. Segundo a JLR, não há decisão tomada sobre o futuro da planta, enquanto o mercado comenta um possível interesse de marcas chinesas.

Situação atual da planta

De acordo com reportagem do site Auto Data, a unidade fluminense segue sem destino definido. Ela aguarda, segundo a publicação, um possível interesse chinês no controle da fábrica para a produção de veículos eletrificados. A planta emprega 400 pessoas.

Quem detalhou o cenário foi João Henrique de Oliveira, CEO da JLR para a América Latina e o Caribe. Ele afirmou que perguntas sobre interesse e curiosidade sempre existem e que, nos últimos anos, se reuniu com várias marcas, sempre dentro da política de portas abertas da empresa, com o objetivo de mostrar o que a JLR tem, e não de aprofundar conversas naquele momento.

O executivo foi direto sobre o estágio atual: segundo ele, não há nenhuma decisão tomada, nem sobre plano de produção futuro, nem sobre qualquer destinação do ativo.

Política de portas abertas

Mesmo sem operação, a fábrica mantém a política de portas abertas e recebe representantes de outros fabricantes interessados em assumir a instalação. Isso significa que visitas e conversas acontecem, mas, pelas palavras do CEO, sem negociação aprofundada em curso.

O papel da Omoda & Jaecoo

Entre os possíveis interessados estaria a Omoda & Jaecoo, principal marca do grupo Chery em sua nova fase no mercado brasileiro, onde o grupo já atua há muitos anos com a Caoa Chery. No mercado, comenta-se que a Omoda & Jaecoo teria interesse em assumir a planta da JLR para produzir carros das marcas Omoda, Jaecoo e Lepas, podendo ainda ampliar a produção para a Freelander.

A Freelander é justamente o ponto que reforça a ideia de que a marca da Chery teria mais chance de êxito: ela é fruto direto da parceria entre o grupo chinês e a marca britânica do grupo Tata.

O que isso significa para o mercado brasileiro

Por ora, trata-se de especulação de mercado, sem confirmação oficial. A JLR afirma não ter definido nada, e o interesse da Omoda & Jaecoo é descrito como possível, não como negociação confirmada. Para o setor, o desfecho importa por dois motivos: o destino de uma planta que emprega 400 pessoas no Rio de Janeiro e a possibilidade de uma nova frente de produção local de veículos de marcas chinesas, em um mercado em que o grupo Chery já tem longa presença.

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