sábado, 24 de outubro de 2026

Ducati Diavel V4: impressões ao rodar a moto de 168 cv na estrada

A Ducati Diavel V4, cuja geração atual foi lançada em 2025, passou por um primeiro contato de três horas com a equipe da Webmotors WM1. A conclusão do autor é direta: a moto é especial, combina motor V4 de 168 cv, visual marcante e comportamento mais confortável do que o esperado, e funciona melhor na estrada do que na cidade.

Um contato curto, com limites declarados

O teste foi feito com uma unidade durante três horas, na quarta-feira da semana da publicação original. O próprio autor deixa claro que isso não bastou para uma avaliação completa: não foram rodadas centenas de quilômetros, não houve convivência de dias com a moto e não é possível falar sobre custos exatos de manutenção ou durabilidade a partir de uma experiência tão breve.

Ainda assim, o tempo foi suficiente para formar uma impressão forte. Na cor vermelha, segundo o relato, fica difícil dizer que a moto não chama a atenção.

Visual, motor e desempenho

A primeira impressão vem antes de ligar o motor. A Diavel V4 é descrita como baixa, larga, musculosa e, ao mesmo tempo, elegante. O pneu traseiro gigante, o monobraço, o tanque volumoso e as quatro saídas de escapamento dão à moto aspecto de escultura.

O motor V4 tem 1.158 cm³, 168 cv de potência e 12,8 kgfm de torque. O autor destaca o som, cujo ronco muda conforme a subida de giro, e a entrega de força, descrita como forte, imediata e viciante. A moto acelera de zero a 100 km/h na casa dos 3 segundos. A avaliação foi feita na subida da Rodovia Fernão Dias, entre São Paulo e Mairiporã, com algumas retomadas, e não em pista.

Apesar da potência, a moto não parece indomável, segundo o relato. Nas curvas, ela exige mais respeito: o entre-eixos de 1,59 m é longo e a proposta é mais voltada ao prazer de acelerar do que à pilotagem radical. Mesmo assim, é estável, transmite confiança e muda de direção com mais facilidade do que seu tamanho sugere. O autor ressalta que não quis abusar, já que a unidade era praticamente nova.

Os freios foram elogiados: a frenagem é fortíssima e precisa, com resposta progressiva e fácil de dosar. Mesmo com 223 quilos de massa bruta, sem combustível, a moto passa segurança em frenagens fortes.

Cidade, estrada e tecnologia

Para o autor, a pergunta central de quem pensa em comprar é onde a moto será usada. Na cidade ela funciona: a posição de pilotagem é confortável, o banco tem altura razoável, os recursos eletrônicos ajudam e o esterçamento surpreende positivamente. Mas, no trânsito, a sensação é de aproveitar só uma pequena parte do que a moto oferece, quase como usar um avião para viagens de 10 quilômetros.

É na estrada que a Diavel encontra seu ambiente ideal, onde potência, estabilidade e posição de pilotagem fazem sentido em conjunto.

Na parte tecnológica, a Diavel V4 traz:

  • vários modos de pilotagem;
  • controles de tração e de empinada;
  • quickshifter bidirecional, sistema que permite trocar marchas sem acionar a embreagem ou aliviar a mão do acelerador;
  • controle de cruzeiro;
  • recursos eletrônicos que atuam nos bastidores para tornar a experiência mais segura e agradável.

O quickshifter, segundo o autor, é daqueles equipamentos que passam a ser desejados em qualquer moto depois de poucos minutos de uso.

Preço e custo de manter

Uma Ducati Diavel V4 zero-quilômetro custa R$ 155.990 no Brasil, sem frete, de acordo com a matéria original. Esse é apontado como o maior obstáculo para quem deseja a moto, mas não o único: trata-se de uma moto premium, com motor V4, pneus de alta performance, freios de alto nível e eletrônica avançada. Pneus, revisões e peças não são baratos.

O autor separa, porém, "ser cara" de "não valer o que custa", e afirma que, para quem pode pagar, a Diavel V4 vale o que a Ducati pede.

Para o mercado brasileiro, a Diavel V4 se posiciona como uma moto de desejo, e não de necessidade: une desempenho, tecnologia e conforto, mas exige entrar no negócio ciente do preço de compra e dos custos de manutenção. Segundo a matéria, a versão XDiavel V4 deverá chegar ao Brasil, mas ainda não está confirmada oficialmente.

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