sábado, 24 de outubro de 2026

Audi Q9 tem lanternas que se dobram e usam vidro “fino como um fio de cabelo”

O Audi Q9, maior SUV da história da marca, tem lanternas traseiras que dobram junto com a carroceria. Nesta sexta-feira (23), a Audi detalhou a tecnologia, que diz ser inédita em carros de série. O SUV de sete lugares foi apresentado em julho.

Como funcionam as lanternas curvas

São painéis de OLED digital curvos, que contornam as laterais da traseira em vez de ficar atrás de lentes planas. O OLED (sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz) ilumina por toda a superfície, e não em pontos, como o LED. A Audi foi a pioneira no uso da tecnologia em lanternas, no TT RS, em 2016.

O sistema emprega seis painéis de vidro com apenas 0,1 milímetro de espessura, comparável à de um fio de cabelo, segundo a Audi. O material acompanha o desenho da carroceria sem trincar nem danificar a camada orgânica que emite a luz.

512 segmentos e mais visibilidade

No total, são 512 segmentos controlados individualmente pela central eletrônica do carro. O painel externo de cada lado tem 99 segmentos e é o maior que a marca já usou; os centrais têm 84, e os internos, 73.

Segundo a fabricante, a curvatura deixa luzes de freio e setas mais visíveis também para quem se aproxima pela lateral, como em cruzamentos e estacionamentos. O grande número de segmentos, por sua vez, permite escolher entre até oito assinaturas luminosas e exibir um triângulo de alerta para avisar quem vem atrás sobre acidentes ou carros quebrados à frente.

  • Seis painéis de OLED digital curvos
  • 512 segmentos controlados individualmente
  • Até oito assinaturas luminosas
  • Triângulo de alerta para quem vem atrás

Integração com os faróis e disponibilidade

As lanternas trabalham em conjunto com os faróis Digital Matrix LED. À noite, ao virar ou trocar de faixa, o Q9 projeta no asfalto uma seta estilizada, em recurso que estreou no Q7.

Com motor V6 3.0 turbodiesel de 299 cv, o Q9 parte de 108.400 euros na Alemanha. No Reino Unido e nos Estados Unidos, as lanternas curvas ficam reservadas às versões mais caras.

Para o mercado brasileiro, o Q9 ainda é uma possibilidade, não uma confirmação. A Audi prevê vender dois terços da produção fora da Europa, e o Brasil aparece entre os mercados possíveis. Se chegar, o SUV trará uma das soluções de iluminação mais sofisticadas já usadas em um carro de série.

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