A General Motors anunciou oficialmente o lançamento do Chevrolet Captiva PHEV no mercado brasileiro. Diferentemente da versão EV, o híbrido plug-in conta com um motor a gasolina e mantém a possibilidade de recarga externa. O modelo já é montado na unidade PACE, em Horizonte, no Ceará, e amplia as opções de propulsão da marca para os clientes brasileiros.
Elétrico no dia a dia, gasolina na estrada
O Captiva PHEV combina um motor elétrico, alimentado por uma bateria que pode ser recarregada na tomada, com um motor a combustão abastecido com gasolina. A proposta é permitir a experiência de condução elétrica no cotidiano e, ao mesmo tempo, oferecer a flexibilidade do combustível para trajetos mais longos, comuns no Brasil. Na Argentina, o modelo já está disponível.
Segundo a GM, a autonomia total ultrapassa os 1.000 km. No modo elétrico, o crossover roda até 90 km.
Números do conjunto mecânico
Segundo as informações divulgadas, o conjunto reúne:
- motor a combustão 1.5 litro de aspiração natural, com 105 cavalos;
- motor elétrico de 204 cavalos;
- bateria de lítio e fosfato de ferro de 20,5 kWh, responsável pela autonomia elétrica mencionada pela montadora;
- tanque de 53 litros;
- consumo médio internacional de 18,9 km/l.
Esse conjunto dá ao modelo condições de encarar viagens longas sem preocupação constante com o abastecimento.
Dimensões e produção
O Captiva PHEV mede 4,74 m de comprimento e tem 2,80 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 532 litros, e o modelo oferece bom espaço interno.
O projeto foi desenvolvido na China e é baseado no Wuling Starlight S. A produção em Horizonte, no Ceará, é feita pelo processo SKD: os kits chegam importados e a montagem final ocorre na antiga planta da Ford, onde era fabricado o jipe Troller T4.
O que muda para o mercado brasileiro
O lançamento acontece em um mercado no qual os veículos eletrificados já representam quase 30% das vendas. Com o Captiva PHEV, a GM entra na disputa com outros eletrificados de marcas chinesas, apostando na combinação de recarga na tomada e motor a gasolina.
A montadora, porém, ainda não informou valores nem data de início das vendas. Sem essas definições, o posicionamento do modelo frente à concorrência segue em aberto.
