quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Cummins apresenta novo Single Module com filtro, catalisadores e misturador em uma só estrutura, e manutenção por peça

A Cummins levará à Fenatran 2026 a nova geração do Single Module, sistema de pós-tratamento de gases de escape que reúne filtro, catalisadores e misturador em uma única estrutura. A arquitetura permite desmontar e substituir cada componente separadamente, sem trocar o conjunto inteiro. Segundo a fabricante, isso simplifica a manutenção e pode reduzir os custos ao longo da vida útil do veículo.

Um módulo, quatro componentes acessíveis

A nova geração foi desenvolvida para veículos comerciais equipados com os motores F3.8 e F4.5, de quatro cilindros, e atende ao Proconve P8, equivalente ao Euro 6. O módulo integra o DOC (catalisador de oxidação de diesel), o DPF (filtro de partículas), o misturador de gases e o SCR (sistema de redução catalítica seletiva).

Cada um desses itens continua acessível para substituição individual. Na prática, uma intervenção em um componente não exige a troca de todo o sistema, e é daí que vem a expectativa de menor custo de manutenção. A Cummins não informou, porém, qual seria a economia possível.

Mais leve, menor e testado para o Brasil

A Cummins anuncia a nova geração como 30% mais leve. Em relação à geração anterior, o conjunto ficou cerca de 15 kg mais leve e teve as dimensões reduzidas em 5%. A redução de peso pode ampliar a capacidade de carga de veículos comerciais leves, enquanto o tamanho menor facilita a acomodação do módulo em diferentes projetos das montadoras.

Para adaptar o sistema à operação brasileira e à composição dos combustíveis locais, a engenharia preparou a configuração nacional para misturas de biodiesel de até B20 e fez adequações nos catalisadores. A validação somou mais de 7 mil horas de testes em dinamômetro e mais de 600 mil quilômetros percorridos por veículos, com avaliações de desempenho e emissões do conjunto formado pelo motor e pelo pós-tratamento.

Misturador redesenhado e tecnologia UL2.2

Entre as mudanças internas, o misturador recebeu uma nova geometria para distribuir o Arla 32 de maneira mais uniforme pelos gases de escape antes da passagem pelo catalisador SCR. O ganho de eficiência informado é de 2%. A distribuição mais uniforme melhora o aproveitamento da ureia na conversão dos óxidos de nitrogênio. Sensores e componentes eletrônicos atualizados buscam ampliar a confiabilidade e a durabilidade do sistema.

Outra novidade é a adoção da tecnologia própria UL2.2, que controla a dosagem de ureia desde a pressurização até a injeção nos gases de escape. A solução já é usada pela Cummins em motores de seis cilindros e em outras aplicações de veículos comerciais no Brasil. Também equipa projetos de diferentes fabricantes em outros mercados.

Nos sistemas anteriores para motores de quatro cilindros, o injetor precisava de uma linha específica de refrigeração conectada ao veículo. A UL2.2 elimina essa exigência ao usar a circulação da própria ureia para ajudar no controle térmico. A mudança também reduz componentes periféricos, cabos, chicotes e conexões, o que simplifica a instalação pelas montadoras e diminui os custos de integração.

O que muda para o mercado brasileiro

Para frotas e transportadores de veículos comerciais leves, a possibilidade de trocar apenas a peça com problema tende a facilitar a manutenção. Para as montadoras, o módulo menor e com menos periféricos simplifica a integração. A Cummins pretende ampliar o uso da UL2.2 no mercado brasileiro de veículos comerciais nos próximos anos. A apresentação da nova geração do Single Module na Fenatran 2026 está marcada para o período de 9 a 13 de novembro.

Você também pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *