A Pioneer começará a vender um rádio automotivo com visual de toca-fitas dos anos 1980, mas com tecnologia atual: Bluetooth e porta USB ficam escondidos atrás de uma falsa gaveta de fita. O SXT-C10PS chega primeiro aos Estados Unidos e custa cerca de R$ 2.500 (US$ 499), acompanhado de um par de caixas de som no estilo "box", item clássico dos carros daquela época.
Heritage Collection, parceria com a RADwood
O rádio e as caixas formam a Heritage Collection, desenvolvida com a RADwood, evento americano dedicado aos carros e à cultura das décadas de 1980 e 1990. Os pedidos já podem ser feitos no site da marca, com entregas a partir de 2 de novembro. Quem cadastra o e-mail no site da Pioneer ganha 10% de desconto.
O aparelho já era vendido na Europa desde o ano passado. Seu visual se inspira no toca-fitas Pioneer KE-3080, de 1985.
Visual retrô, recursos modernos
O rádio segue o padrão 1-DIN, o espaço retangular usado no painel da maioria dos carros antigos, e dispensa tela sensível ao toque. Os principais recursos são:
- Botões físicos, iluminação ajustável e controle por aplicativo;
- Porta USB e entrada auxiliar atrás da portinhola que imita a entrada da fita;
- Bluetooth;
- Na versão americana, recepção de HD Radio (padrão de rádio digital dos EUA, que não existe no Brasil) e preparo para o SiriusXM, serviço de rádio por satélite.
Não há suporte a Apple CarPlay nem a Android Auto.
Potência e caixas de som
A amplificação interna tem quatro canais, com 22 W contínuos cada e picos de até 50 W. Há ainda seis saídas RCA de pré-amplificação, de 4 V, para ligar amplificadores externos e subwoofer.
As caixas TS-X40SXT são de sobrepor e usam sistema de três vias com duto de graves (bass-reflex). Segundo a fabricante, suportam 25 W contínuos e picos de 100 W. O par custa cerca de R$ 1.500 (US$ 300).
E no Brasil?
Um aparelho assim combinaria com o painel de clássicos como Chevrolet Monza e Volkswagen Santana. A linha, porém, não tem lançamento previsto por aqui, onde a Pioneer fechou em 2025 sua fábrica na Zona Franca de Manaus. Para os entusiastas brasileiros de carros antigos, o rádio fica por ora como referência de como o mercado de nostalgia automotiva também chegou ao áudio.
