quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Honda CG 160 2027: moto completa 50 anos e ganha FlexOne na Start e piscas de LED e ESS na Titan

No ano em que a família CG completa 50 anos de produção ininterrupta no Brasil, a Honda atualizou a moto mais vendida do país com itens que alguns concorrentes já ofereciam há algum tempo. A linha CG 160 2027 chega às concessionárias em novembro com novidades nas quatro versões — Start, Cargo, Fan e Titan —, sem mudanças anunciadas na mecânica e com reajuste de cerca de 6% em todas elas.

Start ganha motor flex e USB-C

A Honda destaca o FlexOne da Start como a principal novidade, e de fato é a mudança mais relevante da linha: a versão de entrada era a última da família que ainda não aceitava etanol.

A Start também recebeu entrada USB-C e o novo comando no punho esquerdo com lampejador, o botão que dá sinal de luz alta sem desligar o farol. Segue com rodas de liga leve, freio dianteiro a disco com CBS, painel digital e lanterna de LED.

O que a versão de entrada não ganhou foi a estética da 10ª geração, lançada em 2025. Start e Cargo continuam com o desenho mais arredondado da geração anterior, enquanto Fan e Titan usam as linhas geométricas inspiradas na CB 300F Twister.

Titan recebe ESS e iluminação integral em LED

A topo de linha ganhou o ESS (Emergency Stop Signal), que aciona os indicadores de direção automaticamente em frenagens bruscas para avisar quem vem atrás. É um recurso de baixo custo e efeito real em trânsito pesado.

A Titan passa a ter também iluminação integral em LED, incluindo as setas, e o botão de pisca-alerta chega apenas a ela. O ABS segue na mesma lógica: chegou à linha em 2025 e continua exclusivo da Titan — pela configuração anunciada na 10ª geração, um sistema de um canal, atuando na dianteira. A Titan também é a única com disco na roda traseira.

A Fan, versão mais vendida da família, mantém CBS, disco dianteiro e tambor atrás, por R$ 19.449.

Fan e Cargo, mecânica, cores e garantia

As duas versões intermediárias receberam o comando com lampejador e a porta USB-C, que substitui a tomada USB antes restrita às versões mais caras. A Fan mantém farol e lanterna de LED, painel digital Blackout e rodas de liga leve. A Cargo preserva o que justifica sua existência: bagageiro de alta resistência e suspensão traseira reforçada para uso intensivo.

A Honda não anunciou alteração mecânica. Permanece o motor 160 de até 14,7 cv e 1,43 kgfm, com o canister adotado na 10ª geração para atender ao Promot 5.

As cores também mudaram:

  • Start: sai de azul perolizado, vermelho perolizado e preto para vermelho, prata metálico e preto;
  • Fan: troca o prata metálico, vermelho perolizado e preto metálico por vermelho, cinza metálico e cinza perolizado;
  • Titan: passa a oferecer azul perolizado, cinza metálico e vermelho;
  • Cargo: segue só em branco.

A linha 2027 tem garantia de três anos sem limite de quilometragem e óleo Pro Honda gratuito em sete revisões, com fornecimento a partir da 3ª. A primeira revisão é com 1.000 km ou seis meses; depois, a cada 6.000 km ou seis meses.

O que muda para o mercado brasileiro

As novidades são úteis no dia a dia, ainda que de pouco impacto técnico — o tipo de item que costuma marcar uma linha de ano-modelo. Atualizações como essas já eram muito pedidas pelo público, mas a Honda tinha suas razões para a resistência: a própria fabricante já afirmou que projetos de atualização e peças sofisticadas oneram a aquisição e a manutenção do modelo. Com o motor flex chegando à Start e o ESS à Titan, a líder de vendas reduz a distância para os rivais sem abrir mão da lógica de custo que sempre guiou a CG.

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