O Zhejiang Geely Holding Group registrou a venda de 3 milhões de unidades entre janeiro e setembro, o que configurou novo recorde para o período. Dentro da operação do grupo, a Geely Auto também avançou no mercado externo: as vendas fora da China cresceram 169% no acumulado de nove meses, somando 797,6 mil unidades.
Eletrificados já são quase 60% do total
Os veículos de nova energia, chamados de NEVs pela companhia e que correspondem aos eletrificados, somaram 1,8 milhão de unidades no acumulado do ano. O volume ficou 12,6% acima do registrado nos nove primeiros meses de 2025 e representa quase 60% do total vendido pelo grupo.
Em nota, o grupo atribuiu o resultado a três fatores: "O desempenho reflete o avanço contínuo na eletrificação, a expansão das operações internacionais e a execução disciplinada em todo o portfólio automotivo".
O Geely Holding Group reúne as marcas:
- Volvo Cars
- Polestar
- Lotus
- Zeekr
- Farizon
- Lynk & Co
- LEVC, dos táxis de Londres
- Smart, joint-venture com a Mercedes-Benz
- Proton
Geely Auto também bate recorde
A Geely Automobile Holdings Limited comercializou 2,2 milhões de veículos no período, também um recorde e 3% acima do acumulado do ano passado. Desse total, os veículos de nova energia responderam por 1,3 milhão de unidades, alta de 14% sobre o mesmo intervalo de 2025, e também representaram quase 60% das vendas.
Exportações puxam o crescimento
O desempenho no Exterior foi o destaque do período. A Geely Auto vendeu 797,6 mil unidades fora da China de janeiro a setembro, alta de 169%. Só em setembro, as vendas globais foram de 106,6 mil unidades, o quarto mês consecutivo em que os emplacamentos fora da China superaram a marca de 100 mil unidades.
Os NEVs também tiveram peso relevante nas exportações. As exportações de eletrificados da Geely Auto atingiram 484 mil unidades, o equivalente a 61% do total de vendas ao redor do mundo.
O que isso significa para o Brasil
Os números mostram um grupo em ritmo de expansão internacional, com os eletrificados no centro da estratégia e as exportações crescendo em velocidade muito superior à do mercado doméstico chinês. Para o consumidor e para o setor no Brasil, o dado reforça a presença de montadoras chinesas com forte base em eletrificação e escala global, um movimento que acompanha de perto o mercado automotivo brasileiro.
