A Kawasaki apresentou a Versys 900 2027, moto crossover que preenche a lacuna entre a Versys 650 e a Versys 1100 e estreia o radar na família. O modelo usa o motor de quatro cilindros de 948 cm³ derivado da naked Z900, tem versões convencional e SE e começa a ser vendido na Europa em abril de 2027. No Brasil, a marca não confirmou lançamento.
Motor e comportamento próximo ao das nakeds
O propulsor de 948 cm³, quatro cilindros em linha, entrega 122 cv a 9.500 rpm e 9,92 kgfm a 8.000 rpm. É ele que coloca a Versys 900 bem acima da 650 e explica por que a Kawasaki aproxima a crossover do comportamento das nakeds da linha Z.
O câmbio é de seis marchas, com embreagem deslizante e quickshifter, que permite trocar de marcha sem acionar a embreagem.
Radar e pacote eletrônico
Segundo a Kawasaki, a Versys 900 é a primeira da família a receber o ARAS, pacote de assistências avançadas baseado em radares dianteiro e traseiro. O conjunto traz:
- controle de cruzeiro adaptativo;
- alerta de colisão frontal;
- detector de ponto cego;
- sinal de parada de emergência, que aciona o pisca-alerta em frenagens bruscas.
Há um detalhe importante no primeiro item: a fabricante o chama de Adaptive Cruise Control Lite, ou seja, uma versão simplificada do controle de cruzeiro adaptativo, e não o mesmo sistema das motos de maior cilindrada que já usam radar. A Kawasaki não detalhou quais funções ficaram de fora.
O pacote eletrônico ainda inclui ABS e controle de tração KTRC sensíveis à inclinação, o gerenciamento de curvas KCMF, modos de potência e modos de pilotagem integrados.
Chassi, suspensão e vocação de asfalto
A moto usa chassi tubular de aço em treliça, com balança traseira de dois braços em alumínio e entre-eixos de 1.550 mm. Segundo a montadora japonesa, a distribuição de peso é próxima de 50% em cada eixo, mas o peso total do conjunto não foi divulgado.
A suspensão mantém o curso longo típico da linha Versys: garfo invertido com 150 mm na dianteira e monoamortecedor com 159 mm atrás, ambos com ajuste de pré-carga e de amortecimento de retorno. No traseiro, o ajuste é feito por manípulo, sem ferramentas.
As rodas são de 17 polegadas nas duas pontas, com pneus rodoviários Metzeler Roadtec 01, o que reforça a vocação de asfalto, e não de off-road. O assento pode ser ajustado em dois estágios, entre 825 mm e 845 mm, e o para-brisa tem sete posições de regulagem manual. O tanque leva 20 litros.
Bagagem, conectividade e versões
Como acessório, a Versys 900 aceita baú traseiro de 47 litros e duas malas laterais de 32 litros cada (64 litros somados), o que totaliza 111 litros. A Kawasaki também prevê pacotes Tourer e Grand Tourer com acessórios genuínos.
A instrumentação é uma tela TFT colorida de 5 polegadas, com dois modos de exibição: um voltado às informações do motor e outro à navegação. A conectividade é feita pelo aplicativo Rideology e inclui comando de voz e navegação curva a curva. Há ainda uma entrada USB-C para alimentar dispositivos.
A versão convencional traz manetes reguláveis, para-brisa ajustável e bagageiro. A SE adiciona cavalete central, protetores de mão, manoplas aquecidas, faróis auxiliares de neblina em LED, protetor de radiador, protetores de quadro e carenagem inferior, itens que o comprador da versão de entrada precisaria comprar avulsos.
As cores da versão convencional são Metallic Spark Black e Pearl Robotic White. A SE tem Plasma Lime Green/Metallic Spark Black e Firecracker Red/Metallic Carbon Gray.
O que muda para o mercado brasileiro
A Kawasaki não confirmou o lançamento da Versys 900 no Brasil nem deu previsão de preço por aqui. Hoje, a linha crossover nacional é formada por Versys-X 300, Versys 650 e Versys 1100, justamente com o vão entre a 650 e a 1100 que o novo modelo foi criado para ocupar na Europa. Por ora, a Versys 900 serve como indicação do rumo da marca, com motor de quatro cilindros, radar e foco em asfalto, enquanto o mercado nacional aguarda uma definição.
