A Suzuki começará a vender no Japão o e-Sky, seu primeiro kei car elétrico de passeio. O compacto chega às lojas em 16 de novembro e chama a atenção por um fornecedor inesperado: a bateria vem da BYD, que disputa o mesmo mercado com um modelo próprio. Com subsídio do governo japonês, a versão de entrada custa cerca de R$ 49 mil.
O que é um kei car e quais as dimensões do e-Sky
Os kei cars formam uma categoria japonesa de carros pequenos, com limites de tamanho e de potência em troca de impostos menores. O e-Sky segue essa lógica e é cerca de 34 cm mais curto que o Renault Kwid, um dos menores carros vendidos no Brasil.
O Suzuki e-Sky mede 3,40 m de comprimento e 1,48 m de largura, com 2,46 m de entre-eixos. Ainda assim, leva quatro pessoas.
Motor, bateria e autonomia
O conjunto elétrico é o e-Axle, sistema da própria Suzuki que reúne motor, inversor e redução numa só peça. Ele entrega 64 cv e 13,6 kgfm às rodas dianteiras.
A bateria é de fosfato de ferro-lítio, com 26 kWh, e é fornecida pela FinDreams, braço de baterias da BYD, segundo a imprensa japonesa. A Suzuki não cita o fornecedor.
- Autonomia de até 310 km no ciclo WLTC, padrão que costuma apontar números maiores que os do Inmetro;
- Recarga rápida de até 50 kW, que leva a bateria a 80% em cerca de 25 minutos;
- O recurso de recarga rápida está ausente na versão de entrada.
Versões, preços e equipamentos
O preço parte de R$ 67 mil (2,12 milhões de ienes), na versão A, feita sob encomenda. A topo de linha, X, custa R$ 88 mil (2,79 milhões de ienes). Com o subsídio de 568 mil ienes do governo japonês, a versão de entrada cai para cerca de R$ 49 mil (1,55 milhão de ienes).
Mesmo sem o desconto, o e-Sky sai mais barato que o BYD Racco, kei car elétrico que a marca chinesa lançou no Japão em julho.
Por dentro, a versão X traz de série tela de 10,1 polegadas com conexão ao celular, microfone para chamadas, entrada USB-C e câmeras de visão 360°. Na versão G, esses itens são opcionais.
Planos da Suzuki
A Suzuki espera vender mil unidades por mês e estuda levar o modelo à Europa a partir de 2027.
Para o mercado brasileiro, o e-Sky funciona como referência do que a eletrificação de carros muito compactos pode oferecer: quatro lugares, autonomia declarada de 310 km no WLTC e dimensões menores que as de um Kwid. Os valores citados são conversões do mercado japonês e dependem de subsídio local, e não há indicação, na fonte, de que o modelo venha ao Brasil.
