O Fiat Mobi terminou setembro com 6.395 emplacamentos e ficou 245 carros à frente do Renault Kwid, que somou 6.150 unidades. No ranking geral, os dois compactos praticamente empataram. Mas, quando o recorte considera apenas o varejo, o cenário se inverte: o Kwid abriu 2.471 carros de vantagem sobre o rival da Fiat.
Disputa quase empatada no total
Somando todos os canais de venda, a diferença entre os dois modelos foi pequena. O Mobi registrou 6.395 emplacamentos, contra 6.150 do Kwid, o que dá os 245 carros de vantagem para o modelo da Fiat. Na prática, os dois ficaram lado a lado no ranking total do mês.
No varejo, o jogo muda
Ao olhar apenas para as vendas a consumidores finais, a leitura é bem diferente:
- Fiat Mobi: 74 unidades no varejo;
- Renault Kwid: 2.545 unidades no varejo;
- Vantagem do Kwid nesse recorte: 2.471 carros.
O dado ajuda a explicar a origem do resultado do Mobi. Dos 6.395 emplacamentos do modelo em setembro, 6.321 vieram de venda direta, ou seja, a esmagadora maioria do volume não passou pelo consumidor final no varejo.
Custo de propriedade favorece o Kwid
Em um comparativo de custo de propriedade para 2026, o Kwid 1.0 Intense também aparece melhor que o Mobi Trekking. O seguro anual do Renault ficou em R$ 2.724, contra R$ 3.715 do Fiat, diferença de R$ 991. Esse valor, porém, é uma referência do perfil pesquisado, e não um preço garantido: idade do motorista, CEP, garagem, uso diário, bônus acumulado e histórico de sinistros podem alterar bastante o resultado.
Nas seis revisões entre 10 mil e 60 mil km, o Kwid soma R$ 4.943, e o Mobi Trekking, R$ 5.901, uma economia de R$ 958 para o Renault. Já na cesta de peças analisada, o Kwid chega a R$ 4.663 e o Mobi a R$ 8.630. O para-choque dianteiro custa R$ 750 no Renault e R$ 2.876 no Fiat; o retrovisor esquerdo, R$ 808 no Kwid e R$ 1.962 no Mobi. Isso não significa que toda manutenção do Renault será sempre mais barata, mas indica uma vantagem relevante no recorte analisado.
Para o mercado brasileiro, o resultado de setembro mostra que o ranking geral nem sempre reflete a demanda do consumidor final. No varejo, o Kwid foi o compacto preferido por uma larga margem, e o comparativo de seguro, revisões e peças reforça o argumento de custo para quem pretende ficar vários anos com o carro. O Mobi sustentou a liderança total graças à venda direta.
