terça-feira, 6 de outubro de 2026

Chinesas escalam degraus e começam a movimentar o ranking de marcas no Brasil

As marcas chinesas começam a mexer no ranking brasileiro de vendas de veículos. Fiat, Volkswagen e Chevrolet ainda ocupam o pódio, mas a fatia que as três somavam, superior a 50% há cinco anos, caiu para 46,3% após setembro. O levantamento é da Agência AutoData, com base nos emplacamentos do Renavam.

BYD lidera o avanço chinês

Há um ano, a BYD era a única chinesa no Top 10 do mercado brasileiro, na oitava posição. Hoje o cenário é outro: no fim de setembro, a marca já era a quarta mais vendida do país e, em alguns meses, chegou a encostar na Chevrolet.

A BYD não está mais sozinha entre as dez primeiras. A GWM entrou no grupo e aparece como a décima marca mais vendida.

Top 15 ganha mais presença chinesa

Ao ampliar a análise para as 15 marcas mais vendidas, a presença chinesa fica ainda mais evidente. Há um ano, a BYD ganhava a companhia de apenas duas outras no Top 15: Caoa Chery e GWM. Agora, além da Caoa Chery, entram na lista a Geely e a Omoda Jaecoo.

  • BYD: de oitava a quarta marca mais vendida em um ano;
  • GWM: décima colocada, já dentro do Top 10;
  • Caoa Chery, Geely e Omoda Jaecoo: presentes no Top 15.

Marcas tradicionais sentem a pressão

A Nissan, que nos últimos dez anos oscilou entre a oitava e a décima posição, já é a décima-segunda marca mais vendida. Já Fiat, Volkswagen e Chevrolet seguem na liderança, posição que, nos últimos anos, só mudou de mãos entre elas mesmas.

Pelo planejamento das fabricantes chinesas, o ranking deve passar por novas mudanças nos próximos meses. Já em 2027, uma ou duas marcas a mais podem ocupar o Top 10, tomando o lugar de nomes tradicionais.

O que muda para o mercado brasileiro

A queda na participação somada das três líderes mostra que a concentração de vendas, que marcou o mercado por anos, começa a se diluir. A AutoData avalia que é possível até que as chinesas cheguem ao pódio, algo que parece certo no médio prazo. Para o consumidor, isso tende a significar um mercado mais disputado, com marcas novas ocupando espaço antes reservado às tradicionais.

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