A Mottu Sport 110i encerrou setembro de 2026 com 7.937 emplacamentos, uma queda de 33,8% em relação às 11.983 unidades de agosto. Na prática, a moto perdeu 4.046 registros em apenas um mês e freou a sequência de recordes que vinha sustentando sua escalada no mercado brasileiro. Mesmo com a retração, o modelo permaneceu entre as cinco motos mais emplacadas do país.
Queda de setembro apaga o avanço conquistado em agosto
Agosto marcou o melhor mês da Sport 110i, com 11.983 unidades. O volume superou as 11.397 motos de julho, que já representavam um recorde para o modelo. Setembro quebrou essa trajetória e devolveu o patamar para menos de 8 mil emplacamentos.
- Julho: 11.397 unidades
- Agosto: 11.983 unidades
- Setembro: 7.937 unidades
A diferença entre agosto e setembro chega a 4.046 motos. Ainda assim, o modelo segurou a quinta posição no ranking mensal, atrás de Honda CG 160, Pop 110i, Biz 125 e NXR 160 Bros.
Mottu continua forte, mas perde o embalo dos recordes
O recuo chama atenção porque a Mottu havia acabado de consolidar dois recordes seguidos. Em julho, a Sport 110i ultrapassou a antiga melhor marca mensal. Em agosto, avançou novamente e levou a empresa ao terceiro lugar entre as marcas de motos mais emplacadas naquele mês.
O modelo tem um perfil diferente das motos vendidas diretamente ao consumidor. A Sport 110i integra principalmente a frota de locação da Mottu, com forte presença entre profissionais que usam motocicleta no trabalho. Por isso, oscilações no ritmo de expansão da frota podem aparecer rapidamente nos emplacamentos.
A proposta também ajuda a explicar sua escala. A motocicleta usa motor de 109,7 cm³, com 8,1 cv e 0,9 kgfm, além de câmbio de quatro marchas. A fabricante informa consumo de até 65 km/l, combinação alinhada ao uso intensivo em entregas e deslocamentos urbanos.
Sport 110i ainda soma quase 87 mil unidades no ano
A queda de setembro não elimina o peso acumulado pela Mottu em 2026. Com o novo resultado, a Sport 110i chega a aproximadamente 86,9 mil emplacamentos entre janeiro e setembro, mantendo presença relevante num ranking dominado pela Honda. Esse acumulado mostra por que um único mês fraco não apaga o avanço do modelo.
Ainda assim, setembro reduziu em cerca de um terço o volume mensal e interrompeu justamente a fase em que a Mottu vinha renovando suas máximas.
O que observar em outubro
Para outubro, o ponto de atenção será descobrir se setembro marcou apenas uma correção depois de dois meses excepcionalmente fortes ou se a empresa entrou em um ritmo menor de expansão. Um retorno para perto das 11 mil unidades recolocaria a Mottu na disputa pelas primeiras posições entre as marcas; outro mês abaixo de 8 mil consolidaria uma mudança mais clara de tendência.
Para o mercado brasileiro de duas rodas, o resultado mostra que a Mottu segue como protagonista no ranking de emplacamentos, mas que o ritmo de recordes depende diretamente do avanço da sua frota de locação. Os números de outubro dirão se a empresa retoma a escalada ou se estabiliza em um patamar mais baixo.
