quinta-feira, 22 de outubro de 2026

QR Code da placa Mercosul permite conferir fabricante, estampador, marca, modelo, ano de fabricação e número de série no portal da Senatran

O QR Code da placa Mercosul permite consultar e validar informações de identificação no portal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Entre os dados disponíveis estão fabricante, estampador, marca, modelo, ano de fabricação e número de série. O serviço oficial é gratuito, atende pessoas físicas e jurídicas e mostra o resultado imediatamente após a consulta.

Como funciona a consulta

Para usar o serviço, é preciso informar a placa e o serial do QR Code. Nas placas do padrão Mercosul, o código fica no canto superior esquerdo.

O QR Code identifica a peça e permite verificar informações ligadas à sua fabricação e estampagem. Na prática, quem tem dúvida sobre a origem de uma placa pode confirmar esses dados no portal oficial, sem custo e sem espera.

  • O serviço é gratuito.
  • Atende pessoas físicas e jurídicas.
  • O resultado aparece imediatamente após a consulta.
  • É preciso informar a placa e o serial do QR Code.

O papel do QR Code na placa Mercosul

O QR Code é um dos elementos de segurança da placa Mercosul. Como esse padrão eliminou o lacre de chumbo e simplificou alguns elementos de segurança, o foco passou para o código. Esse foco na verificação digital ajuda a explicar a importância da consulta oficial.

A placa Mercosul foi adotada entre 2017 e 2018, após a Resolução nº 729. Desde então, ela gera dúvidas entre os motoristas, e a consulta pelo QR Code é uma das formas de checar a autenticidade da peça.

O que muda na placa e quando a troca é exigida

A placa cinza antiga continua válida em todo o território nacional, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Quem está com a documentação em dia e a placa em bom estado não é obrigado a trocá-la. A substituição pelo modelo Mercosul é exigida em situações específicas:

  • Carro zero km, que já sai da concessionária com o novo padrão.
  • Transferência de propriedade de um veículo usado com placa cinza.
  • Mudança de município ou de estado.
  • Mudança de categoria, como um táxi que vira carro de passeio particular, ou o contrário.
  • Placa danificada, ilegível ou furtada, caso em que a reposição já é feita no modelo novo.

Placas cinzas não são mais fabricadas.

Visual e identificação

No padrão Mercosul, o fundo da placa é sempre branco. A categoria do veículo é indicada pela cor da fonte e da borda:

  • Preta: carros particulares.
  • Vermelha: veículos comerciais, como táxis, ônibus e caminhões.
  • Azul: carros oficiais.
  • Dourada: diplomáticos.
  • Verde: veículos especiais, como os de teste e de fabricantes.
  • Cinza prateado: colecionador.

A sequência também mudou. Antes eram 3 letras e 4 números, e agora são 4 letras e 3 números, como em BRA2E19. Isso gera milhões de combinações a mais.

Uma das críticas ao modelo foi a retirada do nome da cidade e da sigla do estado, que deixou apenas "Brasil" no topo. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou em 2024 o Projeto de Lei 3214/2023, que prevê a volta obrigatória da identificação de estado e município. Se for aprovado definitivamente, as placas fabricadas a partir da nova lei terão que mostrar de novo a origem do veículo.

O que isso significa para o mercado brasileiro

A consulta gratuita e imediata no portal da Senatran dá ao consumidor uma forma oficial de verificar a identificação da placa, com dados de fabricação e estampagem. Para quem compra um veículo usado ou precisa trocar a placa, conferir o QR Code é um passo simples. Além disso, a troca pelo modelo Mercosul continua atrelada a situações específicas, como a compra de um carro zero km ou a transferência de propriedade.

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