domingo, 18 de outubro de 2026

Golpes em pedágios free flow tendem a aumentar: veja como se prevenir

Um novo golpe digital vem crescendo no Brasil e tem como alvo o sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, o chamado free flow. Criminosos criam sites falsos ou enviam mensagens e anúncios patrocinados que simulam cobranças de pedágio, com o objetivo de levar o motorista a pagar via Pix para contas de terceiros.

Como o golpe funciona

Tudo começa quando a vítima é induzida a informar a placa do veículo e a simular uma tarifa. A partir daí, surge a cobrança falsa. Os valores são baixos de propósito, para não despertar desconfiança no motorista.

O pagamento é exigido via Pix para contas de intermediários, os chamados laranjas. Para pressionar a vítima, os golpistas sugerem pressa e alertam sobre o risco de multas caso a cobrança não seja quitada rapidamente.

Como se prevenir

A principal orientação é pagar o pedágio eletrônico apenas por canais oficiais. Entre eles estão os sites das concessionárias, o do governo paulista (sigafacil.sp.gov.br), o site pedagiodigital.com/onboarding e o aplicativo CNH do Brasil.

  • Desconfie de links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail.
  • Tenha cautela com anúncios patrocinados no topo de buscadores.
  • Lembre-se: o pagamento oficial de pedágio nunca é feito para CPFs de pessoas físicas.

O que fazer se caiu no golpe

Quem sofreu prejuízo deve entrar em contato com o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução, para tentar reaver o valor pago via Pix. Também é recomendado registrar a ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, como forma de proteção legal.

Há ainda um ponto de atenção: o dinheiro enviado aos golpistas não quita o pedágio. Se a passagem não for regularizada, o motorista fica sujeito a multa de R$ 195,23, classificada como infração grave, com acréscimo de cinco pontos na CNH.

O que muda para o motorista brasileiro

Com a expansão do free flow, que dispensa cancelas e depende de pagamento posterior pelo próprio motorista, o ambiente se torna mais favorável a fraudes desse tipo. Para o consumidor, a regra é simples: na dúvida, desconfie de qualquer cobrança que chegue por mensagem ou anúncio e confira o pagamento diretamente nos canais oficiais antes de fazer o Pix.

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