A E-Motors, marca de carros elétricos de preço acessível, planeja nacionalizar a produção do Emova, seu modelo mais popular, a partir de 2027. O primeiro a sair da linha será o Emova Pop, versão do hatch compacto inspirado no Renault Zoe, em uma instalação em Jaguaré, no litoral do Espírito Santo. O investimento inicial previsto é de R$ 112 milhões.
Fábrica em Jaguaré, com plano de ampliação
O local escolhido para a operação é Jaguaré, no Espírito Santo. A E-Motors terá ali uma instalação de 2.000 m², mas os planos da empresa são de ampliar a área para 40.000 m². A produção nacional do Emova Pop é possível graças à parceria com a chinesa JMEV.
Os modelos da E-Motors, incluindo o Emova Easy e o Emova Van, também previstos para montagem no Espírito Santo, são feitos na China pela JMEV, fruto dessa mesma parceria.
Capacidade, estoque e equipe
A capacidade inicial será de 20 a 30 veículos por dia. Quando a operação for ampliada, a E-Motors promete aportar mais US$ 50 milhões, elevando a capacidade instalada. A empresa terá ainda um espaço de 10 mil m² para estocar parte da produção, cuja expectativa é chegar a 100 mil carros por ano.
No início, serão empregados 20 trabalhadores locais e 17 técnicos e engenheiros chineses. O quadro deve crescer conforme a produção aumentar.
Mercídio Givisiez disse ao site Automotive Business: “A partir dos resultados, teremos condições de avançar para uma estrutura maior e ampliar a nossa capacidade de produção.”
A linha de modelos e as autonomias
O Emova Pop tem autonomia de 150 km. O Emova Easy chega a 201 km, e o Emova Urban, a 330 km.
No site da empresa, porém, os modelos maiores são os que mais chamam a atenção. O Elight é um sedã elétrico, e o Ewind, um SUV médio, ambos com autonomias de 501 e 520 km, respectivamente. A dupla tem 224 cavalos, e o SUV pode chegar a 160 km/h. Esses modelos ainda não têm nacionalização prevista: antes disso, o Emova buscará se firmar no país.
O que isso significa para o mercado brasileiro
A montagem local do Emova Pop é o primeiro passo da E-Motors para fixar-se no Brasil. Ainda restam incertezas, como a expectativa de chegar a 100 mil carros por ano e a ampliação de 2.000 m² para 40.000 m², metas ambiciosas diante de uma operação que começa com 20 a 30 veículos por dia. Os resultados da fase inicial vão indicar se o plano avança para uma estrutura maior e para a nacionalização dos modelos mais sofisticados da marca.
