O mercado automotivo argentino registrou 46.717 carros e comerciais leves vendidos em setembro de 2026, alta de 10,4% sobre agosto. Na comparação com setembro de 2025, porém, houve queda de 12,6%. A Toyota liderou entre as marcas, e a Toyota Hilux foi o modelo mais vendido do mês.
Um mercado que acelera, mas ainda não recupera o terreno perdido
O resultado de setembro indica que o mercado argentino ganhou ritmo em relação ao mês anterior, mas continua abaixo do patamar do mesmo período de 2025. No acumulado do ano, foram 409.791 unidades emplacadas, retração de 13,6% sobre o mesmo intervalo do ano anterior, quando foram vendidas 474.273.
Ranking de marcas: Toyota na frente, Fiat ultrapassa a Volkswagen
A Toyota vendeu 7.820 unidades, avanço de 7% sobre agosto, e ficou com 16,7% de participação de mercado. A Fiat ficou em segundo, com alta de 10% e 5.447 unidades (11,7% de participação). Com isso, a marca italiana ultrapassou a Volkswagen, que terminou em terceiro com 5.321 unidades e 11,4% de participação.
Na sequência do ranking aparecem:
- Ford, com 4.997 unidades (10,7%);
- Chevrolet, com 4.069 unidades (8,7%);
- Renault, com 3.629 unidades (7,8%);
- Peugeot, com 2.433 unidades (5,2%).
Entre as marcas chinesas, a BYD teve 1.584 unidades e 3,4% de participação, e a Chery chegou a 809 unidades.
Modelos mais vendidos: picapes dominam o topo
A Toyota Hilux manteve a liderança, com 3.036 unidades. A Ford Ranger veio em segundo, com 2.221. O Ford Territory ficou em terceiro, com 1.975, e a Volkswagen Amarok em quarto, com 1.970. O Fiat Cronos fechou o top 5 com 1.702 unidades, alta de 2% sobre agosto.
O Toyota Yaris Cross foi o sexto colocado, com 1.549 unidades, queda de 5% frente a agosto. Em seguida vieram o Peugeot 208, com 1.181, o Toyota Corolla Cross, com 1.133, o Volkswagen Tera, com 1.120, e o Chevrolet Onix, com 1.106.
Para o mercado brasileiro, o desempenho argentino tem peso por ser um dos principais destinos de exportação da indústria nacional. Vários dos modelos e marcas que lideram as vendas por lá, como Fiat, Volkswagen e Toyota, também têm presença forte no Brasil. A recuperação mensal é um sinal positivo, mas a queda no acumulado do ano mostra que o cenário segue desafiador.
