Os F-35 americanos participam pela primeira vez de um exercício aéreo multinacional na Índia. No Tarang Shakti, eles dividem o espaço aéreo com os Rafale franceses, em uma manobra que reúne oito países e coloca a Força Aérea Indiana diante de caças stealth de quinta geração. A presença da Grécia, segundo informações do OnAlert, completa o quadro.
A estreia dos stealth no palco aéreo indiano
Os caças multirole F-35, da Força Aérea dos Estados Unidos, estreiam no Tarang Shakti, a grande manobra aérea multinacional conduzida pela Índia. É a primeira vez que esses aviões de baixa observabilidade radar participam do evento.
Ao lado deles, os Rafale franceses têm papel de destaque. A Força Aérea Indiana também leva seus próprios Rafale, além dos Su-30MKI, dos Tejas e dos Mirage 2000. O conjunto reúne diferentes gerações de aeronaves no mesmo exercício.
Para Nova Délhi, o cenário permite treinar lições recentes e se familiarizar com o comportamento de caças stealth no papel de "inimigo". O momento também pesa: a Índia ainda processa os ensinamentos do confronto de maio de 2025 com o Paquistão.
O que a Índia quer medir no ar
Segundo a matéria-fonte, o F-35 traz a assinatura stealth e a fusão de sensores que definem a geração atual de caças ocidentais. Os Rafale, já operados pelos indianos, permitem comparar táticas, alcance de sensores, emprego de armamento e integração de dados em tempo real.
O valor para a Força Aérea Indiana está na repetição de missões complexas:
- escolta e interdição;
- defesa aérea;
- ataque a alvos de alto valor;
- cenários de guerra eletrônica.
Os Su-30MKI e os Tejas voam ao lado dos visitantes, e os Mirage 2000 testam sua relevância em missões de apoio e de ataque. Os F-35 no papel de oponente stealth forçam os pilotos indianos a treinar detecção, rastreamento e engajamento contra alvos de baixa assinatura. O resultado esperado é um conjunto de dados sobre desempenho, táticas e limitações que, segundo a fonte, nenhuma simulação em solo substitui.
Oito países e um recado para dois vizinhos
Oito nações participam do Tarang Shakti. A Grécia confirma presença da sua força aérea, o que amplia o caráter euro-atlântico do evento. A fonte aponta que a Grécia opera em ambiente de tensão no Mediterrâneo Oriental e traz experiência de interoperabilidade com parceiros da Otan.
A multiplicidade de participantes aumenta a complexidade do comando e controle. Cada nação traz seus próprios padrões de rádio, de identificação e de armamento, e o sucesso do exercício depende da capacidade indiana de coordenar esse conjunto sem perder o ritmo das missões.
China e Paquistão observam de perto. O exercício não foi desenhado como provocação aberta, mas a estreia dos F-35 e a presença dos Rafale enviam um sinal de capacidade e de alinhamento. A China, que opera o J-20, vê a Índia treinar contra o tipo de ameaça que Pequim projeta. O Paquistão, por sua vez, lê o evento como termômetro de prontidão indiana.
O que o exercício diz sobre poder aéreo
O Tarang Shakti ilustra uma mudança no poder aéreo: a superioridade deixa de depender só do número de aviões e passa a envolver fusão de sensores, baixa observabilidade e capacidade de operar em rede. Ao enviar F-35 pela primeira vez, os Estados Unidos sinalizam interesse em aprofundar a cooperação operacional com a Índia. A França, com os Rafale, reforça o papel de fornecedor e de parceiro de treino.
No Brasil, o exercício serve como ponto de comparação para o debate sobre caças de nova geração e interoperabilidade. A Força Aérea Brasileira opera o Gripen E/F e mantém programas de modernização e de integração de sensores. A matéria-fonte ressalta que não se trata de copiar o modelo indiano. O que o evento mostra é o valor de treinos que reúnem gerações diferentes de aeronaves e parceiros de continentes distintos. Esse tipo de exercício eleva o nível de exigência de todos os envolvidos e acelera o aprendizado de tripulações e de centros de comando.
