A Denza apresentou no Festival Interlagos 2026, em São Paulo, o Flash Charging, seu sistema de recarga ultrarrápida para veículos elétricos, marcando a chegada da tecnologia ao mercado brasileiro. Com potência de até 1.500 kW por conector CCS2, o equipamento é capaz de elevar o nível de bateria de 10% a 70% em apenas cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos, adicionando, segundo a marca, até 400 km de autonomia nesse intervalo.
Como funciona a recarga de alta potência
O diferencial do Flash Charging está no uso de baterias integradas para armazenamento de energia. Essa arquitetura permite que o carregador entregue picos de potência elevados ao veículo sem depender do fornecimento instantâneo de toda essa energia diretamente pela rede elétrica, reduzindo a exigência sobre a infraestrutura local no momento da recarga.
A tecnologia também foi projetada para manter desempenho em condições climáticas adversas. Em temperaturas de -30 ºC, a Denza informa que o sistema consegue recarregar a bateria de 20% a 97% em 12 minutos, um cenário relevante para regiões de clima frio, ainda que de aplicação mais restrita à realidade brasileira.
Praticidade e primeira instalação no país
Além da potência, o Flash Charging incorpora um sistema de sustentação do cabo, pensado para facilitar o manuseio durante o uso, e compatibilidade com a tecnologia Plug & Charge, recurso que identifica automaticamente o veículo conectado e simplifica o início do processo de recarga, sem etapas manuais adicionais.
A primeira unidade do sistema no Brasil será instalada em uma concessionária Denza em Brasília (DF). A partir desse ponto de partida, a marca prevê expandir a infraestrutura pelo país, com a meta de alcançar 1.000 carregadores instalados até o fim de 2027.
A chegada do Flash Charging ao Brasil sinaliza um movimento das montadoras chinesas de elétricos para tratar a recarga ultrarrápida como parte central da proposta de valor de seus veículos, e não apenas do desempenho do carro em si. Se a meta de expansão for cumprida, a tecnologia pode se tornar um fator de diferenciação competitiva no segmento elétrico nacional, especialmente à medida que mais consumidores avaliam a infraestrutura de recarga como critério de decisão de compra.
