quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Ducati Desmo450 MX chega ao Brasil em série limitada de 40 unidades: preços e versões

A Ducati apresentou ao mercado brasileiro a Desmo450 MX, a primeira moto de motocross desenvolvida pela marca em Borgo Panigale. Ela chega em duas versões simultâneas, MX e MX Factory, em série limitada de 40 unidades (15 MX e 25 Factory), a partir de 9 de outubro. Os preços são R$ 99 mil para a MX e R$ 139 mil para a Factory.

Preços e disponibilidade no Brasil

A divisão da série limitada é de 15 unidades da versão MX e 25 da Factory. O preço sugerido é de R$ 99.000,00 para a MX e de R$ 139.000,00 para a MX Factory. As vendas começam em 9 de outubro.

A marca também preparou a rede de concessionárias para o novo segmento. A assistência técnica em motocross, território até então inexistente nas lojas Ducati do país, passa a ser oferecida nas principais capitais.

Na competição, os pilotos oficiais Jeremy Seewer e Mattia Guadagnini já conquistaram o holeshot na estreia do Mundial de Motocross com motor de produção. Segundo a fonte, o resultado valida a tecnologia em pista.

Tecnologia de MotoGP e Superbike no motocross

A Desmo450 MX segue a filosofia da Ducati de transformar o conhecimento das pistas em soluções de produção. O motor Desmodrômico de 449,6 cm³ usa a mesma distribuição das motos de MotoGP e Superbike. Segundo a fonte, isso amplia a faixa de rotação útil de cada marcha e favorece a largada competitiva.

A entrega de potência foi calculada para pilotos amadores e profissionais. Já a 4.200 rpm, 70% do torque máximo está disponível (37,5 Nm), o que reduz a necessidade de trocas constantes de marcha. Os números de pico são:

  • 63,5 cv a 9.400 rpm;
  • 53,5 Nm de torque a 7.500 rpm;
  • limite de rotação em 11.900 rpm.

O chassi perimetral em alumínio é composto por 11 peças e pesa 8,96 kg, aproximadamente metade da concorrência, segundo a fonte. A versão MX pesa 104,8 kg a seco, sem combustível. Os radiadores têm formato em losango, que aumenta a área de dissipação em 6,5% e libera espaço frontal para o piloto se movimentar.

A parte ciclística traz suspensão Showa, com garfo invertido de 49 mm totalmente ajustável e curso de 310 mm. O curso traseiro é de 301 mm. Os freios são Brembo/Galfer, com discos de 260 mm na frente e 240 mm atrás, e os pneus são Pirelli Scorpion MX32. O tanque tem 7,2 litros e a altura do assento é de 970 mm.

O pacote eletrônico inclui DTC (Ducati Traction Control), Power Launch, Quick Shift bidirecional e controle de freio motor. A moto tem dois mapas de potência e dois modos de pilotagem, ajustáveis pelo app X-Link.

MX ou Factory: qual é a diferença?

As duas versões compartilham o mesmo motor Desmodrômico, o mesmo chassi, a suspensão Showa com geometria idêntica, os freios, os pneus e o pacote eletrônico. A diferença está nos componentes de competição e no peso.

A MX é voltada ao piloto amador que quer uma 450 confiável e menos cansativa, com torque acessível desde baixas rotações. A Factory é a moto pronta para o grid, com especificação de fábrica para provas exigentes. Segundo a fonte, ela não requer catálogo de acessórios para competir seriamente.

A Factory tem os seguintes itens específicos:

  • escapamento Akrapovič de titânio completo, com mapeamento dedicado e redução de 1,7 kg;
  • mesas de direção usinadas em Ergal anodizado preto, 200 g mais leves;
  • suspensões Showa com tratamento Dark Kashima + TiO₂;
  • dispositivo holeshot, que comprime a dianteira no gate;
  • corrente RK MXU Gold O-ring;
  • módulo Wi-Fi integrado;
  • proteções de cárter e de disco dianteiro;
  • pintura Ducati Corse (MXGP) e peso a seco de 104,0 kg.

A MX é entregue na cor Vermelho Ducati. As duas têm garantia de 3 meses. A manutenção do pistão é indicada a cada 45-60 horas e a revisão do motor a cada 90-120 horas.

O que muda para o mercado brasileiro

A chegada da Desmo450 MX marca a entrada da Ducati no motocross de competição no Brasil, com uma série limitada de 40 unidades. Ao oferecer assistência técnica para esse segmento nas principais capitais, a marca sinaliza que pretende sustentar o produto depois da venda. Para o piloto amador, a MX é a porta de entrada. Para quem busca uma moto pronta para o grid, a Factory é a opção.

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