quinta-feira, 8 de outubro de 2026

JAC Motors pede nova recuperação judicial no Brasil com dívida de R$ 239,5 milhões

O Grupo SHC, representante da JAC Motors no Brasil, entrou com um novo pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida de R$ 239,5 milhões. A informação foi apurada pelo site Exame e envolve 44 empresas do grupo liderado por Sergio Habib. O pedido ocorre em meio à forte queda nas vendas e a uma mudança estratégica da marca.

O que muda na estratégia da JAC

Segundo a apuração, a JAC Motors se afasta dos carros elétricos de passeio e passa a concentrar esforços em picapes e canais digitais. A mudança acontece justamente em um momento de retração nas vendas da marca no país, o que pressiona ainda mais a operação do grupo que a representa.

  • Dívida a ser renegociada: R$ 239,5 milhões
  • Empresas envolvidas no pedido: 44, todas do Grupo SHC
  • Liderança do grupo: Sergio Habib
  • Novo foco da marca: picapes e canais digitais

Segunda vez na Justiça

Esta é a segunda vez que a operação brasileira da fabricante recorre à Justiça para reestruturar suas dívidas. O primeiro processo de recuperação judicial começou em 2018, com passivo superior a R$ 517 milhões, e foi encerrado em maio de 2025.

O retorno aos tribunais pouco mais de um ano após o encerramento do processo anterior chama atenção e indica que a reorganização financeira anterior não foi suficiente para estabilizar o negócio no longo prazo.

Concorrência chinesa e escala

O novo pedido expõe a dificuldade da JAC em competir com BYD e GWM, marcas chinesas que ganharam escala no mercado elétrico nacional. Enquanto essas concorrentes avançaram no segmento de eletrificados, a JAC viu suas vendas caírem e decidiu mudar o rumo, deixando de priorizar os elétricos de passeio.

O que isso significa para o mercado brasileiro

O caso ilustra o quanto o mercado brasileiro de eletrificados se tornou competitivo, com marcas chinesas consolidando presença e ganhando escala. Para a JAC, o desafio agora é renegociar a dívida de R$ 239,5 milhões e sustentar a nova estratégia centrada em picapes e vendas digitais. O desfecho do processo será observado de perto por quem acompanha a reorganização das marcas no país.

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