Com quase 20 anos de história, a fábrica da Caoa em Anápolis (GO), que produz atualmente os carros Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8 da marca Chery, vai adicionar os modelos da Changan.
A linha da Caoa Changan, inaugurada nesta quinta-feira, 26, vai receber o aporte de R$ 5 bilhões para os próximos três anos. Somados ao investimento dos três anos anteriores para esse projeto, o montante é de R$ 8 bilhões. Em setembro de 2024, a Caoa iniciou as construções da ampliação de sua fábrica, que expandiu em 36.172 m² de área construída, totalizando 208.422 m².
O primeiro carro da Caoa Changan a sair da fábrica é o Uni-T, que tem motor 1.5 turbo flex de 180 cv de potência e 29,2 kgfm de torque.
“Nos últimos dois anos, os engenheiros da Changan e da Caoa trabalharam lado a lado para desenvolver conjuntamente o projeto. Nós testamos mais de 100 veículos. Completamos mais de 2 milhões de quilômetros de teste. O Uni-T é o primeiro e virão outros. Esses veículos são projetados para o mercado local… Para o futuro, estamos planejando novos modelos híbridos, que incluem [opções] HEV e PHEV”, afirma Zhu Huarong, presidente do conselho da Changan Automobile, durante coletiva de imprensa. Os próximos modelos deverão ser os SUVs CS55 e CS75.

A Caoa, por sua vez, ressalta a evolução do local, que passou a adotar novas tecnologias. “Graças a nossa aliança estratégica com a Changan, estamos trazendo para Anápolis algumas das tecnologias mais avançadas da indústria automotiva mundial. Entre elas, a primeira linha de solda a laser da América Latina, símbolo de uma nova geração de manufatura automotiva”, afirma Carlos Philippe Luchesi de Oliveira Andrade, copresidente executivo do Grupo Caoa.
Quem é a Changan?
Fundada em 1862 em Xangai e com crescimento em Changjiang, a Changan era uma empresa de suprimentos militares, como rifles e canhões que ajudaram a China a enfrentar a colonização europeia e invasões japonesas. Apesar dos 164 anos, ela começou a fabricar automóveis há 45 anos. A Changan tem 76 fábricas no mundo e está presente em 118 países. Somente em 2025, a marca comercializou 2,9 milhões de unidades.
“Nos nossos negócios globais, nós seguimos quatro princípios orientadores: desenvolvimento de longo prazo, localização, construção sistemática de capacitação e prática responsável de governança. Estamos comprometidos em investir no Brasil, expandir nossa presença aqui e atender o mercado mais amplo da América Latina”, completa Huarong.

