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Novo Mercedes-Benz Classe S 2026: V8 537cv e Sem Volante Touch

A Mercedes-Benz apresentou a atualização mais profunda já aplicada a uma geração do Classe S. Previsto para estrear globalmente em 2026, ano em que a empresa celebra 140 anos, o sedã de luxo traz uma mudança importante sob o capô: um novo V8 com virabrequim plano, solução vinda das pistas para reduzir emissões e aumentar a performance.

Entre as novidades mais visíveis está a decisão de abandonar comandos sensíveis ao toque no volante. Após críticas recorrentes de clientes, a Mercedes voltou a adotar botões físicos para funções essenciais, como controle de volume e piloto automático, priorizando precisão e facilidade de uso durante a condução.

Mercedes Classe S
<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Mercedes-Benz

A maior transformação, porém, acontece sob o capô. O destaque da gama é a estreia do novo motor V8 4.0 biturbo (código M177 Evo), uma evolução do V8 atual da marca, que equipa o S580 4Matic. A Mercedes substituiu o virabrequim convencional, de desenho cruzado, por um virabrequim plano — solução comum em carros de corrida e superesportivos.

Essa arquitetura favorece respostas mais rápidas ao acelerador e maior eficiência em altas rotações, mas costuma trazer mais vibração. Segundo a marca, a calibração foi pensada para reduzir emissões e melhorar a eficiência, sem comprometer o refinamento esperado de um Classe S.

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Associado a um sistema híbrido leve de 48V, o V8 entrega 537 cv e 76,5 kgfm de torque. Injetores, admissão e turbocompressores também foram revistos para tornar a entrega de potência mais progressiva.

Na versão de entrada S500, o seis cilindros em linha 3.0 passa a render 449 cv, com torque elevado para 65,3 kgfm. Já o S580e híbrido plug-in combina o mesmo seis cilindros a um motor elétrico, alcançando 585 cv e 73,7 kgfm. A autonomia em modo elétrico chega a cerca de 100 km, superando inclusive a potência do V8.

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Mesmo com dimensões generosas, o Classe S 580 acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 4 segundos. Para lidar com o peso e os 5,3 metros de comprimento da versão longa, a Mercedes refinou o conjunto de chassi com uso intensivo de dados.

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A suspensão a ar passou a utilizar informações coletadas na nuvem por outros veículos da marca. Com isso, o sistema consegue antecipar irregularidades como lombadas e ondulações, preparando os amortecedores antes mesmo que os sensores do próprio carro as detectem.

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O eixo traseiro esterçante segue como item-chave para manobras. De série, as rodas traseiras giram até 4,5 graus. Opcionalmente, o ângulo chega a 10 graus, reduzindo o diâmetro de giro em cerca de dois metros e facilitando o uso em espaços urbanos apertados.

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Externamente, a grade dianteira cresceu cerca de 20% e passa a exibir a estrela da marca iluminada em 3D, além do tradicional emblema no capô também iluminado. Os faróis adotam tecnologia microLED, que amplia a iluminação da via em 40% e permite alcance de até 600 metros no facho alto.

No interior, o conceito de “escritório sobre rodas” evolui com a quarta geração do sistema MBUX. O sistema integra inteligência artificial, com suporte a Google Gemini e Microsoft Bing, além de câmeras HD para chamadas por Zoom ou Teams. No banco traseiro, há telas de 13,1 polegadas e até cintos de segurança aquecidos.

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A mudança mais destacada pela marca, no entanto, está no posto de comando. O volante deixa de lado as superfícies capacitivas para funções essenciais. O controle de cruzeiro volta a ser acionado por um seletor físico, enquanto o volume retorna aos tradicionais roletes, reduzindo erros de operação ao dirigir. Essa será uma tendência em todos os próximos carros da Mercedes, resolvendo uma das reclamações dos clientes atuais.

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O Mercedes-Benz Classe S 2026 chega primeiro à Europa, já nos próximos meses. Ainda não há preços definidos nem confirmação oficial sobre a chegada ao Brasil. A atualização busca manter o sedã relevante diante da crescente preferência por SUVs de luxo, como Range Rover e Bentley Bentayga, além de minivans executivas como a Lexus LM.

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Entre os rivais diretos, seguem o BMW Série 7 e o Audi A8, que também apostam em tecnologia e eletrificação para sustentar o segmento de sedãs de luxo.

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