Carnow

SOBRE ONTEM DE MANHÃ

SÃO PAULO (tempos esquisitos) – O que decidiu o GP da Itália ontem foi a largada. No caso, a má largada de Hamilton. Logo depois da corrida, Lewis disse que na hora tratou de isentar seus engenheiros “para tranquilizá-los”, assumindo a culpa. Mas não foi bem assim. Hoje, a Mercedes falou que o problema foi na embreagem, e tem sido recorrente nesta temporada.

Como Rosberguinho não teve problema algum, venceu a corrida e ainda levou o prêmio do amigo internauta como “Piloto do Dia”. Numa prova de poucos destaques individuais, acho que ficou de bom tamanho.

No mais…

senna92por– Alonso fez uma gracinha no final da corrida e acabou cravando a melhor volta do domingo em Monza. Não é nada, não é nada, não dá para dizer que não é nada mesmo. OK, melhor volta não dá ponto. Mas mostra que um carro tem potencial. E que está longe de ser um desastre.

– Mais: um motor Honda não fazia a volta mais rápida de uma corrida desde o GP de Portugal de 1992 com… Ayrton Senna! Na foto ao lado, o brasileiro na coletiva de imprensa depois daquela corrida.

– Fernandinho, por sua vez, tinha feito a melhor volta de uma prova pela última vez em Abu Dhabi, pela Ferrari, em 2013. Foi a 22ª dele. Só para contextualizar, como se diz, o líder desse ranking é Schumacher, com 77. Dos pilotos em atividade, Raikkonen é o que lidera essas estatísticas, com 43. Detalhe não pouco relevante: Kimi é o segundo no quesito em todos os tempos.

– Já a McLaren não fazia uma volta mais rápida desde o GP da Malásia de 2013. O piloto? Sergio Pérez. Pois é.

– Ah, essa não tem importância alguma, mas vá lá… Com um pit stop em 2s15 na volta 33, no carro de Alonso, a equipe informou que fez a troca de pneus mais rápida de sua história.

– Rosberg nunca tinha vencido na Itália. Com 21 vitórias no currículo, é o piloto, na história, que mais ganhou GPs sem ser campeão. Mas a marca já fora superada no início do ano, apenas para constar. Quando ele chegou a 17 vitórias, superou Stirling Moss, que venceu 16 vezes e nunca levou o título.

– Última do fim de semana. Diz a “Autosport” que a pré-temporada, ano que vem, vai se resumir a oito dias de testes. Não é pouco, para um campeonato de regulamento novo?