📋 Resumo
O governo chinês decidiu intervir na tendência de design minimalista dos carros e exigir a volta de botões físicos para funções vitais de segurança. A nova regulamentação determina que itens como luzes de direção, pisca-alerta, seletores de marcha e chamadas de emergência precisam ter controles físicos dedicados, com área mínima de 10 mm por 10 mm. O objetivo é permitir o acionamento direto, sem que o motorista precise navegar por submenus ou desviar o olhar da via durante a condução.
A medida ocorre após queixas sobre a complexidade de sistemas que transformam comandos básicos em ícones digitais pequenos ou lentos, gerando distrações perigosas ao volante. Além dos botões, a China também vetou volantes em formato de manche e maçanetas retráteis ocultas, alegando riscos em acidentes e falhas na ativação de airbags.
A China decidiu frear a digitalização excessiva nos carros e exigirá a volta dos botões físicos em funções vitais de segurança. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país propôs novas normas para garantir que comandos essenciais não fiquem escondidos em menus de telas sensíveis ao toque.
A medida atinge diretamente a tendência de design minimalista, priorizada especialmente por fabricantes de veículos elétricos.
Com a nova regulamentação, itens como luzes de direção, pisca-alerta, seletores de marcha e chamadas de emergência precisam de controles físicos dedicados. O governo chinês estabeleceu que esses botões devem ter uma área mínima de 10 mm por 10 mm. O objetivo é permitir o acionamento direto, sem que o motorista precise navegar por submenus ou desviar o olhar da via durante a condução.

Essa mudança de postura ocorre após queixas sobre a complexidade de sistemas que transformam comandos básicos em ícones digitais pequenos ou lentos. Na prática, a interface totalmente limpa de botões acaba gerando distrações perigosas ao volante. Além dos botões, o país já vetou volantes em formato de manche e maçanetas retráteis ocultas, alegando riscos em acidentes e falhas na ativação de airbags.
Na Europa, esse movimento já gerou queixas formais e questionamentos sobre segurança. Há críticas ao fato de que a digitalização excessiva dificulta o acesso rápido a comandos importantes e aumenta o risco de distração ao volante. O debate não é apenas estético, mas funcional: até que ponto o interior limpo compensa a perda de praticidade?

Até aqui, as fabricantes chinesas estavam entre as que mais apostaram nesse movimento de digitalização total. Mas o próprio governo decidiu intervir. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês propôs novas regras que exigem a presença de botões ou interruptores físicos para funções essenciais de segurança.
O pacote de segurança também endurece as regras para sistemas de condução autônoma de Nível 3 e Nível 4. As montadoras agora precisam comprovar, via relatório, que a tecnologia se comporta de forma tão competente quanto um motorista humano atento. Em caso de falha do sistema ou falta de resposta do condutor, o veículo deve ser capaz de atingir uma condição de risco mínimo de forma autônoma.

A nova norma também formaliza a assistência remota para carros totalmente automatizados. Isso permite que um operador humano assuma o controle à distância se o software encontrar situações críticas. Com essas regras, o mercado chinês, que liderava a corrida pelas cabines sem botões, sinaliza um retorno à ergonomia tradicional em prol da segurança viária e da eficiência operacional.
