Shineray sob investigação por irregularidades em motos no Brasil

📋 Resumo

A Shineray, terceira maior força do mercado de motocicletas no Brasil em 2026, tornou-se alvo de uma investigação preliminar do Ministério da Justiça e Segurança Pública após denúncia da Abraciclo, associação que reúne fabricantes como Honda e Yamaha. A acusação é de que a montadora chinesa estaria comercializando motos sem alguns componentes obrigatórios de controle de emissões e segurança, como o catalisador e o sistema de ventilação do cárter, em desacordo com as normas vigentes no país.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) deu 20 dias para que a Shineray apresente sua defesa e esclareça eventuais riscos à saúde dos consumidores, níveis de emissões e ruído, além da veracidade das informações prestadas aos compradores. Caso as irregularidades sejam comprovadas, a empresa poderá sofrer sanções, incluindo multas e até o recolhimento dos produtos.

A Shineray virou alvo de investigação preliminar no Ministério da Justiça e Segurança Pública após denúncia apresentada pela Abraciclo. A associação, que reúne fabricantes como Honda e Yamaha, acusa a montadora chinesa de comercializar motocicletas sem componentes obrigatórios de controle de emissões e segurança, em desacordo com as normas de homologação vigentes no Brasil.

O processo é conduzido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que apura se a marca estaria praticando concorrência desleal ao supostamente reduzir custos industriais por meios irregulares. A denúncia cita a ausência de itens como o catalisador, responsável por reduzir gases tóxicos do escapamento, e o cânister, sistema que evita a evaporação de vapores de combustível para a atmosfera.

Shineray
<span class=”hidden”>–</span>Shineray/Divulgação

Outro ponto levantado é a suposta falta do sistema de ventilação do cárter. O dispositivo recircula os gases internos do motor e impede que vapores de óleo sejam liberados diretamente no ambiente. Caso a remoção desses sistemas seja confirmada, a conformidade da Shineray 2026 com o Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares) ficará comprometida.

O episódio ocorre em meio a uma disputa acirrada no setor. A Shineray consolidou-se como a terceira maior força do mercado, com 7,24% de participação em janeiro de 2026. Foram mais de 130 mil motos emplacadas no ano anterior e uma rede formada por 438 concessionárias. O avanço da marca pressiona concorrentes, que argumentam enfrentar estruturas de custo mais elevadas devido ao cumprimento integral das exigências ambientais.

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Shineray
<span class=”hidden”>–</span>Shineray/Divulgação

A Senacon estabeleceu prazo de 20 dias para que a montadora apresente defesa. O órgão solicita esclarecimentos sobre eventuais riscos à saúde do consumidor, níveis de emissões e ruído, além da veracidade das informações prestadas aos compradores. Se as irregularidades forem comprovadas, a empresa poderá sofrer sanções que incluem multas e até o recolhimento dos produtos.

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Em nota enviada ao site Motoo, a empresa enviou posicionamento oficial. Diferentemente de manifestações anteriores, nas quais negava irregularidades de forma mais ampla, desta vez optou por uma nota sucinta. Confira a íntegra:

“Informamos que a Shineray opta por não se manifestar sobre os questionamentos. Reforçamos que os produtos da Shineray do Brasil seguem rigorosamente os padrões técnicos, normativos e legais exigidos pelos órgãos competentes, estando plenamente regulares. Esclarecemos que todas as informações oficiais relativas ao portfólio da marca, incluindo modelos comercializados e respectivas especificações técnicas, encontram-se publicamente disponíveis e atualizadas no site oficial da montadora.”

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