Mitsubishi L200 sai de linha após 34 anos no Brasil

📋 Resumo

Depois de 34 anos no mercado brasileiro, a Mitsubishi L200 deixa de ser comercializada. O nome que acompanhou a marca desde 1991 sai de cena e agora, a fabricante passa a ter apenas um modelo no competitivo segmento de picapes médias, a Triton. Ao longo de sua trajetória, a L200 acumulou quase 500 mil unidades vendidas no país, sendo um modelo relevante não apenas para a Mitsubishi, mas para o próprio segmento. Com a chegada definitiva da nova Triton em 2024, o nome L200 começou a ser gradualmente retirado, encerrando um ciclo iniciado há mais de três décadas e concentrando a estratégia da Mitsubishi em um único produto para disputar espaço entre as picapes médias no Brasil.

Depois de 34 anos no mercado brasileiro, a Mitsubishi L200 deixa de ser comercializada. O nome que acompanhou a marca desde 1991 sai de cena e agora, a fabricante passa a ter apenas um modelo no competitivo segmento de picapes médias, a Triton.

Ao abandonar o tradicional L200, a Mitsubishi sinaliza uma reorganização de portfólio e posicionamento. Durante parte de 2025, a geração anterior ainda dividiu espaço na linha de produção de Catalão (GO), mas a ampliação da gama da nova Triton — inclusive com versões voltadas ao uso profissional — tornou redundante manter os dois projetos simultaneamente.

Mitsubishi L200 Savana
<span class=”hidden”>–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Ao longo de sua trajetória ela acumulou quase 500 mil unidades vendidas no país. O número ajuda a explicar a relevância do modelo não apenas para a Mitsubishi, mas para o próprio segmento. Em diferentes momentos, a picape acompanhou — e em alguns casos antecipou — movimentos do mercado, como a consolidação do câmbio automático associado ao motor turbodiesel.

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A linha da Triton é composta pelas versões GL, GLS, HPE, HPE-S, Katana e Savana. A GL, direcionada a vendas diretas para empresas, pode ser configurada com transmissão manual ou automática de seis marchas. Nas demais versões, o câmbio automático é padrão.

L200
<span class=”hidden”>–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Independentemente da configuração, todas utilizam o motor 2.4 turbodiesel de 205 cv e 47,9 kgfm. A tração 4×4 também está presente em toda a linha, mas varia conforme a versão. Modelos como GL, GLS e HPE adotam o sistema Easy Select, com três modos de operação. Já HPE-S, Katana e Savana contam com o Super Select II, que adiciona um quarto modo e inclui bloqueios adicionais para uso fora de estrada.

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De importada a produzida em Goiás

A história da L200 no Brasil começou como modelo importado, no início da década de 1990. A produção nacional teve início em 1998, consolidando a presença da Mitsubishi em Catalão (GO). Ao longo dos anos, a picape passou por diferentes gerações e atualizações mecânicas.

Primeira Mitsubishi L200 Triton lançada no Brasil, em 2007
<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Mitsubishi

Nos anos 2000, ganhou destaque ao oferecer câmbio automático em uma picape diesel, combinação ainda rara no mercado brasileiro à época. Em 2007, a quarta geração adotou o nome L200 Triton e trouxe o motor 3.2 turbodiesel como principal novidade, além de versões flex ao longo do ciclo.

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A quinta geração, apresentada no fim de 2016, marcou a estreia do motor 2.4 turbodiesel com bloco de alumínio, que entregava 190 cv e 43,9 kgfm. Esse projeto passou por atualização na linha 2021 e permaneceu em produção até a consolidação da sexta geração.

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<span class=”hidden”>–</span>divulgação/Mitsubishi

Com a chegada definitiva da nova Triton em 2024, o nome L200 começou a ser gradualmente retirado. O encerramento em 2025 fecha um ciclo iniciado há mais de três décadas e concentra a estratégia da Mitsubishi em um único produto para disputar espaço entre as picapes médias no Brasil.

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